Graças à imagem transmitida pela Eurovisão, os XVII Jogos Olímpicos, realizados na capital italiana, atraíram a atenção de milhões de espectadores. Todos ficaram fascinados com as históricas termas de Caracala, cenário das competições de ginástica, e com a basílica de Massenzio, onde foram disputados os diversos tipos de luta. O final da maratona, por sua vez, estava marcada para o Arco de Constantino, e as provas de regatas ocorreram nas águas da baía de Napoles.
No total, acorreram a Roma 5438 atletas de 83 nações. Mais uma vez triunfaram os atletas da União Soviética, com 43 medalhas de ouro, contra 34 dos norte-americanos. A Itália classificou-se em 3o. lugar, com 13 medalhas de ouro, seguida pela Alemanha, Austrália e Turquia, respectivamente com 12, 8 e 7. Uma das provas mais espetaculares foi a dos 200 metros rasos, conquistada pelo atleta italiano Livio Berruti.
Outra grande atração desses Jogos foi a corredora Wilma Rudolph, a "gazela negra", que venceu os 100 e os 200 metros e o revezamento 4 x 100. Por fim, destacou-se o vencedor da maratona, o etíope Abebe Bikila, que percorreu descalço todo o trajeto da prova. No pugilismo, o grande espetáculo foi oferecido pelo lutador norte-americano Cassius Clay, campeão dos pesos pesados.
Nestes Jogos, o herdeiro do trono grego, Constantino, sagrou-se campeão de velas na classe Dragon, mas, ao retornar ao seu país perdeu o trono, vítima de um golpe de estado.
O Brasil conquistou 2 medalhas
de bronze, uma com Manoel dos Santos Jr. (natação) e outra
com o basquete masculino.