Há tempos a Finlândia esperava sua vez de sediar os Jogos Olímpicos. A capital, Helsinque, cidade pequena e aprazível, era o lugar ideal para proporcionar aos atletas uma concentração tranquila e saudável.
Participaram dos Jogos cerca de 5.000 atletas, dos quais 479 eram mulheres, representando 69 países. Esse extraordinário comparecimento demonstrava que os Jogos Olímpicos tornavam-se um acontecimento de alcance mundial. Os japoneses e alemães foram readmitidos, e pela primeira vez a União Soviética mandava uma delegação.
No sentido de evitar possíveis atritos entre os atletas norte-americanos e soviéticos, devido à Guerra da Coréia, os finlandeses agiram cautelosamente: foram construídas duas cidades olímpicas, bem distantes uma da outra, para alojar as representações adversárias.
Uma estátua de bronze do grande corredor finlandês Paavo Nurmi dominava a entrada do estádio olímpico. Como principal homenageado dos Jogos, ele foi o último atleta a conduzir a tocha olímpica e com ela acendeu a grande pira, cuja chama se manteria viva durante as competições.
O destaque mais uma vez foi o tcheco Emil Zatopek, vencedor da maratona e das provas de 5.000 e 10.000 metros.
O Brasil obteve 1 medalha de
ouro com Adhemar Ferreira da Silva (salto triplo) e 2 medalhas de bronze
com José Telles da Conceição (salto em altura) e Tetsuo
Okamoto (natação - 1.500 metros livres).