![]() ![]() ![]() |
Balbinices
IV
Estilos de chefia O que é melhor : ser amada ou temida ? |
![]() |
Esta página dedicada às Balbinices
- sinónimo de "pérolas da estupidez chapada" - tem suscitado
a recepção pelo Clube dos Idiotas de um número inusitado
de emails, manifestando diversos estados de espírito : indignação
(parece que há alguém a enfiar estes barretes virtuais de
ficção, eheheheh...), apoio, incentivo, colaboração...
Sim, colaboração!.. É que ainda há neste planeta
virtual um número elevado de Idiotas (indivíduos que têm
ideias como as tuas !...) que não temem ser reconhecidos como tal.
Desta vez, o nosso submarino Idiota, disfarçado de balbínico, fez-nos chegar uma fotocópia dum documento incompleto, contendo reflexões sobre o estilo de liderança balbínico, possivelmente a ser inserido no famoso livro em preparação "A Minha Luta". Para a posteridade efémera da "auto-estrada" virtual aqui fica um excerto desse documento... Divirtam-se!
"Todo o Chefe se debate com um dilema relativo ao estilo de chefia: é melhor ser amado ou temido pelos seus subordinados? O óptimo, que é inimigo do bom, seria ser ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, o mais seguro é ser temido do que amado, se só puder ser uma delas. Há uma coisa que se pode dizer, de uma maneira geral, de todos os subordinados : que são uns ingratos, mutáveis, dissimulados, ávidos de ganhar, inimigos do risco. Enquanto as chefias lhes facilitam a vida, são subservientes, oferecem o seu sangue se necessário for, porque a necessidade é futura; mas quando ela se aproxima, furtam-se, e o Chefe que se baseou somente nas suas palavras, está perdido. Os subordinados hesitam menos em prejudicar um Chefe que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os subordinados serem geneticamente maus, se rompe quando surge ocasião de melhor proveito. Mas o medo mantém-se por um temor do castigo que nunca os abandona. Contudo, o Chefe deve fazer-se temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos evitar a inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não odiado, ao mesmo tempo. Mas quando um Chefe, imbuído de espírito de missão e profundamente cometido ao êxito da mesma, comanda um número elevado de subordinados, não se deve preocupar nada com a sua fama de cruel, pois sem ela não é possível manter a unidade do seu exército de funcionários, nem estar preparado para actuar. Para assegurar o sucesso da missão, a disciplina deve ser preservada a todo o custo, particularmente das artimanhas subversivas dos desafectos às instituições vigentes. Nestas circunstâncias é necessário um Chefe que não hesita em ser cruel e desumano. Os interesses superiores da missão tudo justificam. ....blá blá blá ..."
|