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Balbinices
I
Têm medo
de mim?!...
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Na República
do Pepino há uma mandarina de nome Balbina
que trata os "seus subordinados" com a sobranceria e arrogância típicas
de um comandante de campo de reeducação pelo trabalho - vulgo
campo de trabalhos forçados. Todos lhe têm medo: "subordinados"
e "superiores". Ninguém sabe de onde lhe vem o poder. Especula-se
se não terá a ver com o seu volume físico ou com a
sua origem silvestre e extraterrestre.
De vez em quando há "levantamentos de rancho", protestos surdos, e queixas anónimas dos "seus funcionários" que não estão em boas graças. Mas a todos eles a D.Balbina faz frente, armada com o seu sorriso cínico e os seus 100kg de banha, e responde : - "Têm medo de mim?!...Mas eu não parto braços nem pernas e não como criancinhas ao pequeno-almoço!..." . E o pessoal, moa. Bico calado. Pois não está excluida a possibilidade de lhes partirem a cabeça, os antebraços ou os pés, para não dizer que correm o sério risco de serem mandados para a Patagónia a toda a velocidade, já que o Tarrafal e a Sibéria acabaram. Claro que nem todos estão calados. Há sempre um ou outro servo que corre logo em defesa da sua senhora : - "Que ultrage! Que vergonha!...Então não querem lá ver que há quem ponha em causa a dedicação e eficiência da nossa chefe do campo? Está-se mesmo a ver que é tudo dor de cotovelo!..." São os Kapos, os espertos, mestres em lustro de sapato, bajuladores como ninguém que tiram benefícios da sua postura canina de rabo levantado, são os 1%! Os outros, os que fazem levantamentos de rancho e os que em silêncio suportam estoicamente as diabruras balbinicas, vão sussurrando à laia de consolação : - Quando é que as vacas loucas se curam? ![]() De te fabula narratur |