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Balbinices
II
Hoc volo, sic jubeo, sit pro ratione voluntas |
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Um hacker idiota, nas suas viagens pelo inerespaço
do ciberespaço, encontrou-se frente a frente com um email vindo
da República do Pepino que se transcreve :
">Date: Mon, 4 Jan 1997 17:02:22
>Dii inferi, uobis commendo, si quidquam Sanctitates
habetis, ac trado Idíõta : quidquid
>Dii inferi, uobis commendo ilius membra, colorem,
figuram, caput, capillos, umbram,
>Dii inferi, uobis commendo, si quidquam Sanctitates
habetis, ac trado Idíõta : quidquid
Intrigados com estranha mensagem e depois de apurada investigação, vem-se a descobrir que não de trata de um novo código de segurança de email, mas sim de latim. Solicitada a colaboração de um letrado idiota com profundos conhecimentos de latins, gregos e outras língua mortas e vivas (e também de língua de vaca estufada!...), eis que nos foi enviada a tradução, com o aviso de se tratar duma "rezinha" execrável, utilizada por feiticeiras más em rituais de magia negra, invocando entidades diabólicas para amaldiçoar a vida de pessoas rotuladas de inimigas da "causa" negra, pelo que deveriamos ter imenso cuidado. Obrigado pelo aviso, nosso estimado Idiota
Letrado!...
E para o provar divulgamos a tradução de latim para português. Tradução da "rezinha" execrável : "Deus dos infernos, eu encomendo-vos, se porventura alguma santidade tiverdes, a vida do Idiota e tudo o que de quanto terror e adverso houver. Deus dos infernos, eu recomendo-vos os membros do corpo, a côr, a figura, a cabeça, os cabelos, os ombros, o cérebro, a cara, as sobrancelhas, a boca, o nariz, o queixo, a boca, os lábios, a fala, a vida, o pescoço, os olhos, os úmeros, o coração, os pulmões, os intestinos, o ventre, os braços, os dedos, as mãos, o umbigo, a vesícula, os fémures, os joelhos, as pernas, os tornozelos, os pés, os dedos. Deus dos infernos, eu encomendo-vos, se porventura alguma santidade tiverdes, a vida do Idiota e tudo o que de quanto terror e adverso houver." Que tal?...Tem pinta esta "rezinha" ! ... Não tem?.... A esta "rezinha" de magia negra, encolhemos os ombros e respondemos com a adaptação "livre" e "criativa" de uma cantiga de escárnio e maldizer.
e dix'eu por ela cousa guisada, ca nunca vi dona peior talhada, e quige jurar que era bostea;
e quige jurar que era bostea.
e non ia milhor un cavaleiro. Santiguei-m'e disse: - Gran foi o palheiro onde cagaron tan gran bostea;
e quige jurar que era bostea. mui ben vistida en cima da mua; e dix'eu: - Ai, gorda fududancua, que me semelhades ora bostea!
e quige jurar que era bostea. |