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Balbinices XII
A queda da Dr.ª Quente dos Bantos 
Balbina
 
"Já disse que não é nada disso!" barafustava BAlbina Silvão sentada numa mesa do café Bolo de Milho juntamente com a sua amiga Quente dos Bantos e o lacaio Lascari. "Não me estejas a encanzinar !... Eu não tive culpa nenhuma da tua queda..." .  

Quente dos Bantos não se deixava convencer. Com a mãos a tremer de nervoso fininho, acendia mais um dos seus famosos cigarrilhos da espessura de um palito enquanto alinhava mentalmente alguns argumentos para a sua tese : "Não me venha com tretas!... Eu sei perfeitamente que você sabia o que se estava a cozinhar. Você sabia! Sabia de certeza e não foi capaz de fazer nada. Se calhar até deu um empurrão!... Isto é falta de lealdade. O meu Bantos tinha razão!... Mas eu não lhe dei ouvidos... e caí que nem uma maçã podre!... 

Balbina não a deixa prosseguir. Contra-ataca em tom imperioso : "Dr.ª Quente vê lá como falas!.. Eu não te admito que ponhas em causa a minha solidariedade para com os meus colaboradores mais directos. Tu sabes melhor do que ninguém que protejo os meus colaboradores. Quantas vezes te livrei das borradas que cometias? Quantas?...Mais que muitas! Se não fosse tua amiga até terias apanhado com processos disciplinares. O que se passa é que as coisas estão a fugir do meu controle. Alguém me passou a perna. Fui apanhada tão de surpresa como tu. É evidente que concordo contigo. Isto não é coisa que se faça!...Uma colaboradora tão dedicada à causa como tu não merecia este tratamento. 

Mas Quente dos Bantos continuava inconformada. Apaga o palito no cinzeiro, levanta-se e replica com uma vozinha trémula que denunciava as lágrimas que teimavam em estragar a pintura : "Não, ninguém me convence. Isto não é coisa que se faça!... Fiz sempre tudo o que me mandou fazer, mesmo quando não concordava. Os seus inimigos eram meus inimigos. Até organizei caçadas aos gambuzinos.  Era poupada como mais ninguém. Até já nem era preciso vocês darem ordens que eu adivinhava o que queriam fazer! E pumba!... Põe-me na rua desta maneira!... A minha sorte é que já tinha gozado as férias... Mas isto não fica assim, ai não fica não!..." E encaminha-se para a saída do Bolo de Milho em passo nervoso.  

Lascari, que tinha assistido mudo e quedo à conversa, não resiste em comentar "Ela está fula!... E não é para menos.... Tu também tens cá uma lata, Balbina! ... Quem te ouve ainda te fica a dever!... Com que então não sabias nada?!...Ah ah ah..." rindo-se cinicamente. Balbina agarra um pastel de natas e filosofa : "Estás a ver este pastel? Tem uma finalidade, tem um fim, tem um objectivo ... ser comido. Este pastel foi criado para servir os superiores interesses de uma boca gulosa. Mas depois de passar pelo aparelho digestivo, onde é que termina, onde é que termina ? ". E o pastel desaparece na sua boca enquanto o diabo esfrega um olho. Ainda com a boca cheia, Balbina termina o seu raciocínio : "Sabes para o que é que ela serve ? Para remendar as meias do marido... ". E os dois riem-se a bom rir, atraindo a atenção dos outros clientes do Bolo de Milho. 


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Última actualização : 13 de Outubro de 1997
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