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Balbinices XVII
O Macaco e a Gata
ou Beto & Bina
Balbina
 
Nota Introdutória
 
 
 
 

    A presente fábula inscreve-se numa lógica de divulgação e adaptação criteriosa das fábulas De La Fontaine.

    Os privilegiados destinatários desta fábula do Macaco e da Gata são os visitantes do Clube dos Idiotas, consumidores das Pérolas da Estupidez Chapada - Balbinices - cuja informação pluridimensional nunca é demais reforçar e estimular. Por certo, a sua visão da coltura do Pepino sairá enriquecida mediante o contacto com arte De La Fontaine.

   O Clube dos Idiotas honra-se de apresentar esta colaboração duma Idiota Não Identificada (INI), associando-se a todos os que admiram o génio de Jean De La Fontaine com que pinta os caracteres, as colidades e as índoles reais dos animais sociais.

Idiota Letrado


           O Macaco e a Gata
            

          Bina era uma malandra. Se era gata! 
          Beto, maior ainda, porque era mono. 
          Gozavam ambos um viver manhoso, 
          Servindo com preguiça o mesmo dono. 
                  Este par de bargantes
          Tinha perdido o medo a toda a gente. 

          Caceteavam a valer! E felizmente 
          Que - não sendo os criados vigilantes - 
          Não punham pé em casa dos estranhos. 
          O Beto, que matreiro! E malfazejo. 
          A Bina, essa andava atenta ao queijo 
          E já nem se importava com murganhos. 
                   Um dia os dois, sentados 
                            À lareira, 
          Recebendo o calor, muito chegados, 
          Viam assar castanhas. E pensavam,  
          sentindo comichões de ladroeira: 
          «Quem as surripiasse! Tinha graça!» 
          Era um belo petisco que papavam, 
          E pregavam por cima uma pirraça. 
          Beto, já com a boca muito aguada, 
          Pespegou na colega uma palmada 
          E disse-lhe, a sorrir, com muitas manhas: 
          «Quero admirar a tua habilidade! 
                   Tu dizes que és esperta, 
                    Que tens agilidade... 
          Ora vê lá se safas as castanhas!... 
          Não és capaz. Vamos a ver se acerto. 
                   É difícil, é facto 
          Mas...Ah! que se eu tivesse mãos de gata, 
          As castanhas saltavam cá p´ra fora!» 
                   Bina, sem mais demora, 
          Arreda a cinza, escalda-se, sacode 
          Os dedos, vai com mais delicadeza.... 
          Pimba!... Rola  uma castanha, duas, três!... 
                  Beto ria-se, vendo 
          Executar esta partida nova. 
          «Que grande ligeireza!» E ía comendo. 
          Chega o dono... Zut! Mas desta vez 
          A hábil Bina saiu-se mal. Que sova! 

          Uma observação aqui se regista: 
          Seria muito fácil 
          Mudar este macaco num ministro 
          E transformar a gata em galopina.

 

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Última actualização : 13 de Outubro de 1997
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