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Balbinices XX
BAlbina Silvão
refuta acusações
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No
início do encontro com os jornalistas, na Sala de Conferências
do Grande Hotel do Pepino, BAlbina Silvão apareceu toda sorridente.
Dirigiu-se de imediato para a mesa, sentou-se e leu, a toque de caixa,
as 10 páginas que trazia e em que negou o teor das acusações
públicas de prepotência, abuso de poder, laxismo, compadrio
e corrupção. E saiu, apressadamente, sem dar qualquer oportunidade
de os jornalistas colocarem alguma pergunta.
A polémica Gestora Racional de Recursos Humanos começou por explicar que era "oriunda de uma estripe ilustre - os BAlbinos - que não se deixavam abalar facilmente perante as asperezas da vida e da História", negando de seguida as acusações de que era alvo. "Essas acusações, para além de descabidas, são falsas e caluniosas", comentou Balbina Silvão, passando de imediato à desmontagem das acusações. "Sou acusada de prepotente. Mas saberão esses caluniadores o que significa prepotência? Duvido. Mas eu explico. A prepotência trata-se de um poder superior, de um poder que emana dum superior hierárquico. Estando eu no topo da hierarquia, tenho toda a legitimidade para o exercício do poder, nomeadamente dar ordens orais aos meus subordinados. Trata-se dum exercício legítimo do poder e de modo algum de abuso do poder. Nunca, jamais, em circunstância alguma abusei do poder que me foi delegado. Sou visceralmente contra qualquer abuso de poder, tendo já dado provas mais do que suficientes de tal", refutou a Balbina Silvão, prosseguindo durante mais duas páginas com uma argumentação nada convincente tentando provar que a sua prática do exercício do poder está nos antípodas das acusações que lhe fazem. "Laxismo?!" - espantava-se Balbina Silvão, para de seguida "provar" que pautava a sua vida pelo rigorismo. "Os gambuzinos e gambuzinas que me acusam de laxismo devem estar a ver-se ao espelho. Eles sim, é que são laxistas. Eu sou uma mulher impoluta, uma Senhora com S grande, apesar do meu Meneuto estar distante". E para provar o seu rigorismo não hesita em invocar a sua campanha cívica "Pelo Direito à Censura na Net" na qual defende a necessidade de limitar a liberdade de expressão na Internet em nome dos "princípios morais mais elementares", insurgindo-se contra a pornografia e contra os hackers. Não dando relevância à acusação de compadrio, Balbina Silvão prosseguiu o seu discurso insurgindo-se de forma veemente contra a acusação de corrupção. "Se as acusações anteriores não têm qualquer fundamento, muito menos tem a de corrupção. Corrupta? Eu? Esta é demais! Não admito a ninguém que me acusem de corrupta. Eu não sou corrupta!...Eu não sou uma mulher adulterada, venal ou viciada. Com que fundamento se atrevem a tamanha calúnia? Nunca tirei qualquer vantagem pessoal dos cargos que desempenhei, e não foram poucos. Comecei a minha carreira de dirigente muito nova, quando ainda era uma criança - como chefe de turma - e nem aí alguma vez me deixei corromper com rebuçados ou bombons". E neste ponto da leitura do discurso, é patente a emoção e nervosismo de Balbina Silvão, adiantando que aguarda a conclusão do inquérito em curso para proceder "criminalmente, contra os autores de tais calúnias, logo que identificados". "Prestarei os esclarecimentos adicionais julgados oportunos às autoridades competentes, se estas assim o entenderem. Quanto a questões colocadas pelos senhores jornalistas, lamento imenso mas nesta fase, por recomendação dos meus juristas, não é conveniente que alimente mais as especulações públicas, pelo que terão de se esclarecer junto da opinião pública que me acusa", concluiu, retirando-se de imediato. Entretanto,
foi divulgado pela Agência Lisa que Balbina Silvão tinha dado
entrada de urgência no hospital local, na sequência de um ataque
nervoso devido a uma hipófora neurológica provocada por hiperactividade
da pituitária. Segundo o relatório médico, Balbina
Silvão está livre de perigo ainda que necessite de um longo
período de recuperação.
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