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A JORNADA DO
ITALIANO MARIO CIVELLI
Carlos Augusto Brandão, especial para a Italiamiga
O
fascismo dominava a Itália e ele - embora
filho de um general do estado-maior de Mussolini - era
contrário ao regime . Depois de esconder-se no Vaticano, disfarçou-se
de padre para poder deixar o País.Terminada a guerra, Mario
- que já havia trabalhado com Federico Fellini, Mario Monicelli,
Lucchino Visconti e outros
importantes diretores do cinema italiano
– foi contratado pela Companhia de Dino de Laurentis para
pesquisar
locações brasileiras onde a produtora pretendia filmar a história
de Anita Garibaldi. O
filme acabou não sendo realizado, mas o nosso Civelli já estava
irremediavelmente apaixonado pelo Brasil.
Fixou-se em São Paulo e, após produzir e co-dirigir com Tito
Batini o melodrama Luar
do Sertão (1949) , fundou sua própria companhia, a Maristela.
Essa produtora acabou sendo a responsável por
obras importantes do nosso cinema ; foi ela que, pela primeira
vez, adaptou
para as telas obras de dois grandes escritores brasileiros: Monteiro
Lobato ( O Comprador de Fazendas, 1951)
e Nelson Rodrigues (Meu Destino é Pecar,1952). A
simples escolha desses dois nomes já era uma demonstração da coragem
– e da visão – de Civelli : Monteiro Lobato e Nelson Rodrigues não
eram bem vistos pelo “stablishment” brasileiro ; um , Lobato, era
volta e meia acusado de subversivo por suas teses nacionalistas e o
outro, o grande dramaturgo Nelson Rodrigues, visto como pornográfico e
imoral devido às suas impiedosas crônicas, contos e peças teatrais
sobre os nossos costumes e valores. Hoje, no entanto, são reconhecidos
pelo enorme valor de sua literatura e dramaturgia, detectados por Mario
Civelli quando poucos o faziam. Após
seis longas, Mario desligou-se da Maristela e, em sociedade com Anthony
Assunção, fundou
sua segunda produtora, a Multifilmes, onde
iria realizar, entre outros,
nosso primeiro filme colorido (Destino em Apuros,1953), nosso
primeiro filme dublado e nosso primeiro filme tendo o futebol
como tema central ( O Craque,1953).
Este último, dirigido por José Carlos Burle, trazia no elenco
Carlos Alberto, Eva Wilma, Herval Rossano e, além da música do saudoso
Guerra Peixe, muitos jogadores do time do Corínthians (Gilmar,
Baltazar, Carbone) através da história fictícia do jogador Julinho
Joelho de Vidro. A
exemplo desse, Mario foi responsável pela produção de muitos filmes
que retratam momentos importantes da nossa história e da nossa cultura,
como o cultuado O Homem dos Papagaios (1953), dirigido por Armando
Couto, com Procópio Ferreira interpretando um homem paupérrimo que
assina um monte de promissórias ; O Grande Desconhecido, de 1956,
filmado nas florestas virgens de Goiás e Mato Grosso, na Bahia e em
Alagoas e que ganhou o prêmio de melhor documentário no Festival de
Karlovy Vari, na então Tchecoslováquia; e o clássico O Caso dos Irmãos
Naves, (1967) dirigido por Luiz Sérgio Person, com Anselmo Duarte e
Raul Cortez,
baseado no fato real de um dos maiores erros da justiça
brasileira. Mario
Civelli foi responsável ainda pela distribuição de muitos filmes do
Cinema Novo, como Barravento (1964), de Glauber Rocha, Cidade Ameaçada
(1959),
filme de estréia de Roberto Farias e À Meia Noite Levarei sua
Alma (1964), primeiro filme de terror de José Mojica Marins. Mario
foi casado com Pola Civelli, crítica do jornal O Estado de São Paulo,
onde escreveu por 22 anos sob o pseudônimo de Pola Vartuk. Como
muitos clássicos
da nossa filmografia, a obra desse grande italiano naturalizado
brasileiro está ameaçada de se perder se o projeto de Patrícia
Civelli, filha de Mario, não
conseguir patrocínio para sua concretização.
Além da recuperação de 12 filmes antológicos, o projeto de
Patrícia quer também restaurar 4.070 fotos preciosas relativas à
Maristela e à Multifilmes , incluindo matérias jornalísticas, cartazes,
stills e vários making-of dos filmes produzidos por Civelli. Agradecemos
à Patrícia a cessão de muitos dados de pesquisa sobre seu pai e também
tomamos emprestado dela o título do artigo, por ter tudo a ver com a
trajetória de mais esse italiano construtor de nossa herança artística
e cultural. E
que surjam os patrocinadores da preservação da obra brasileira de
Mario Civelli ! Poeta Brasileiro ganha o Prêmio CAMAIORE
Ao receber, na noite de 11 de setembro passado, o Prêmio Camaiore Internacional de Poesia em sua décima terceira edição, tinha o pensamento voltado para o duro trabalho dos poetas brasileiros contemporâneos, que nem sempre encontram disponíveis os necessários veículos de expressão e divulgação. Naquele momento, o prêmio entregue pelo Prefeito de Camaiore, Cristiano Ceragioli, com a assistência da Assessora de Cultura, Manuela Giannecchini, a presença do Júri formado pelo Presidente, Francesco Belluomini, criador e organizador do certame, e pelos poetas Alberto Cappi, Marcello Ciccuto, Elio Pecora, Paolo Ruffilli, Ciro Vitiello e Valentino Zeichen, bem como da Ministra Conselheira Leonilda Alves >Corrêa, representante do Embaixador do Brasil na Itália, Paulo Tarso Flecha de Lima, e uma platéia formada por parlamentares, escritores e cidadãos de Camaiore, significava uma homenagem a toda a literatura brasileira contemporânea, rica em tantas e valorosas expressões das mais variadas tendências. A entrega do Prêmio Internacional era o ponto culminante da cerimônia. Pela manhã, houve a abertura oficial, com as saudações do Presidente do Júri, do Prefeito e da Assessora de Cultura, que é também vice-prefeita, seguindo-se uma entrevista coletiva, com ampla participação de jornais, revistas, agências de notícias e emissoras de televisão. Lembro-me de que, no meu caso particular, dada a minha condição de brasileiro, um jornalista me pediu um declaração a respeito da invasão do Timor Leste pela Indonésia e do massacre cometido contra um povo que habita, como nós, o que Fernando Pessoa reconheceu como sua pátria, isto é, a língua portuguesa. Tive, então, oportunidade de apresentar minha solidariedade aos nossos distantes e sofridos irmãos do outro lado da Terra. À noite, vários discursos foram pronunciados. Entre eles, o da Ministra Conselheira Leonilda Alves Corrêa, que se referiu aos vínculos da literatura italiana com a literatura brasileira, mencionando a reedição dos poetas árcades do século dezoito, projeto que tem o apoio da Embaixada do Brasil. Revelando-se conhecedora de alguns dos títulos por mim publicados, a Ministra fez uma apreciação de meu trabalho em poesia e em literatura para crianças e adolescentes, com a qual ela tem intimidade, por ser mãe de dois jovens leitores meus. O Presidente do Júri, Francesco Belluomini, leu também um texto crítico em que fundamentou as razões para atribuir a Il sole nelle viscere, título italiano de meu livro O sol nas entranhas, o Prêmio Camaiore Internacional de Poesia de 1999. O sol na entranhas foi traduzido para o italiano pelo jovem poeta Gaetano Longo, autor de uma obra já alentada e participante em muitos festivais internacionais de poesia, em diversos continentes. A publicação foi realizada pela casa editorial Campanotto Editore, de Udine, sob o comando de Carlo Marcello Conti, em co-edição com a Fundação Biblioteca Nacional. Carlo Marcello Conti prestigiou a cerimônia de premiação, acompanhado por sua filha e assistente. Os atores Walter Maestosi e Daniela Barra leram vários poemas de Il sole nelle viscere com brilho magistral. Numa parte do espetáculo, Walter Maestosi deu uma interpretação teatral aos poemas, enquanto Daniela Barra cantava, "a capela", o "spiritual" intitulado "Sometimes I feel like a motherless child" , que teve dicção extraordinária na voz de Paul Robinson, há algumas décadas. A atuação dos dois excelentes atores comoveu o público do Salão de Convenções do Hotel Le Dune de Lido di Camaiore e arrancou aplausos prolongados. Fiz também o meu discurso, vertido para o italiano, com uma pequena introdução em que expliquei minha condição de neófito na língua de Dante. Situei O sol nas entranhas/ Il sole nelle viscere em relação ao sentimento dos habitantes de cidades como o Rio de Janeiro, em permanente fase de destruição e reconstrução, que perdem as referências materiais de sua biografia e, com elas, a sua identidade como seres humanos. Ressaltei minha satisfação em descobrir, no Prêmio Camaiore, uma prova de que os poemas do livro tinham universalidade bastante para falarem aos corações e às mentes de poetas de outro idioma e outro continente. Antes da entrega do Prêmio Internacional, materializada na forma de um cheque, uma belíssima placa de prata e um riquíssimo álbum de litografias de Eugênio Pardini, um dos mais famosos artistas italianos de hoje, houve o anúncio do Prêmio Camaiore Nacional, com cinco finalistas, do Camaiore-Proposta e do Especial do Júri. Os finalistas do Camaiore Nacional forma Fernando Bandini, Tiziano Broggiato, Nilo De Angelis, Rosaria Lo Russo e Davide Rondoni, com os livros Meridiano di Greenwich, Il copiatore di flglie, Biografia Sommaria, Comedia e Il Bar del Tempo, das editoras Garzanti, I Quaderni Del Batello Ebro, Mondadori, Bompiani e Guanda. O Camaiore-Proposta foi para Antonio Alleva, com Le Farfalle di Bartleby, da editora Tracce, e o Especial do Júri para Cesare Ruffato, com Scribendi Licentia, publicada pela Marsilio. Percebe-se que estiveram representadas, nessas premiações, as maiores editoras italianas de hoje. Tanto no que diz respeito às categorias nacionais quanto no que se relaciona com a internacional, a coordenação do Prêmio Camaiore solicita das editoras italianas a produção mais recente, ou seja, a posterior à última premiação realizada. Os autores italianos concorrem entre si. Os estrangeiros são representados pela tradução de seus livros em italiano. A seleção do vencedor entre os cinco finalistas do Camaiore Nacional se faz de modo diferente. Os cidadãos de Camaiore inscrevem-se como candidatos a jurados. Um sorteio escolhe os cinqüenta cidadãos-jurados que apresentam seus votos na cerimônia de premiação, diante do público. Os votos são projetados numa tela. O candidato que obtiver maioria de votos fica com o primeiro lugar. A seleção prévia dos cinco finalistas é trabalho do Júri formado por seis poetas sob a presidência de Francesco Belluomini. Este ano o prêmio foi para Davide Rondoni, que coordena atividades de poesia na Universidade de Bolonha. Poetas como Davide Rondoni e Paolo Ruffilli, este residente em Treviso, entre outros, têm interesse na poesia laino-americana, em geral, e na brasileira, em particular. Paolo Ruffilli, que também é ensaísta e tradutor, dirige uma coleção de livros de poesia. A concessão do Prêmio Camaiore abre mais uma possibilidade de intercâmbio literário entre escritores italianos e brasileiros. Por menos que isso nos agrade, a numerosa e diversificada literatura brasileira de hoje é ainda muito pouco divulgada na Europa, apesar dos poucos nomes que, de uma forma ou de outra, conseguem fazer-se ouvir por lá. O Prêmio Camaiore Internacional de Poesia de 1999 constitui também um estímulo para o programa de difusão de autores brasileiros no exterior mantido pela Fundação Biblioteca Nacional. De igual maneira, a Campanotto Editore, de Udine, e o poeta Gaetano Longo, de Trieste, viram seu trabalho recompensado, graças ao prêmio criado por Francesco Belluomini, um navegador que, ao sofrer um enfarte na flor de seus 38 anos, trocou o Atlântico pelos mares da poesia, que singra postado em sua ponte de comando, em Lido di Camaiore, com o apoio de seus concidadãos. Para encerrar esta rápida excursão à bela Toscana, vale a pena lembrar alguns dos contemplados pelo Prêmio Camaiore Internacional de Poesia. Em 1987, o Júri distinguiu dois grandes nomes, ao mesmo tempo: Karol Woityla e Evgenij Evtusenko. O Papa e o poeta russo prestigiaram a cerimônia de entrega do prêmio. Carol Wojtila, ou seja, João Paulo II enviou um representante especial para receber a láurea, em Lido di Camaiore, informando que só a aceitava por se tratar de um prêmio de poesia. No ano passado, o vencedor foi o norte-americano Lawrence Ferlinghettii, outra personalidade bastante conhecida no Brasil. Ferlinghetti viajou também a Camaiore, para receber a distinção. Terra de notáveis belezas naturais e legendário patrimônio histórico e cultural, a Toscana, com prêmios como o Camaiore e o Viareggio, dá uma lição de amor às letras e, em particular, à poesia, ponte solidária que é preciso manter inteira, como via indispensável à compreensão entre os
Foi igualmente citada pelo Archebispo de Canterbury, Sigerico, na ocasião da sua viagem de volta de Roma à sua sede episcopal, que no seu diário anotou "Campmaior" como a XXVII etapa localizada justamente entre Lucca e Luni.
ERA UMA VEZ NA ITÁLIA
O ÍTALO BRASILEIRO ADOLFO CELI de Carlos Augusto Brandão O cinema brasileiro recebeu, desde o seu nascimento, uma enorme participação de diretores, atores, atrizes, roteiristas, fotógrafos e músicos italianos. Os primeiros filmes brasileiros exibidos, aqueles que marcam o nascimento do nosso cinema foram, segundo as pesquisas mais recentes, filmados e mostrados pela primeira vez ao público pelo napolitano Vittorio di Maio em 1o de maio de 1897, no Cassino Fluminense, em Petrópolis. Até há pouco tempo atrás, essa primazia era dada aos irmãos Afonso e Pascoal Segreto, também napolitanos. De uma forma ou de outra, portanto, os nossos primeiros passos no cinema foram dados por italianos de origem e brasileiros de adoção. O piemontês Vittorio Capellaro, um dos pioneiros mais importantes do nosso cinema, aqui viveu e morreu após ter feito sete longa-metragens, construído um estúdio completo em São Paulo e ter sido vítima de uma das maiores injustiças que temos notícia jamais feita a um cineasta brasileiro. Aliás, a vida e a obra de Capellaro merece um artigo especial, que ficaremos devendo aos leitores de ITALIAMIGA. Com o passar dos anos, os créditos que apareciam nas telas eram um desfilar sem fim de nomes como Amico, Andalò, Attili, Basaglia , Belli , Bonfioli, Campogalliani, Cardinali, Carmineo, Carrari, Castelaneto, Cerri, Civelli, Comelli, Dandini, DAversa, Del Pichia, De Robertis, Lambertini, Lazaro, Lazzarini, Lombardi, Magliani, Mancini, Marracini, Marzullo, Mastroianni, Meliande, Molo, Napolitano, Padovani, Pichi, Pieralisi, Remani, Rogatto, Rossi, Salce, Steno, Talamo, Tebaldi, Tonacci e Traversa, todos nascidos na península ; milhares de outros, esses já "oriundi", filhos, netos e bisnetos de imigrantes vindos de toda a Itália são hoje nomes que, de tão familiares, já os pensamos de origem nativa. Gianni Ratto, por exemplo, um milanês com sólida formação intelectual e artística, vem para o Brasil a convite de Maria Della Costa ; aqui , ele ajuda até a criar um Departamento de teatro no MAM de São Paulo e, após alguns anos de enorme contribuição para a nossa vida cultural, volta para a Itália. Como ele, muitos outros artistas para cá vieram : ficaram alguns, foram-se outros. Esse é o caso de um dos maiores talentos que o teatro e o cinema italianos já nos mandaram em qualquer época: o siciliano Adolfo Celi , paulista por adoção, mesmo que somente temporária. Celi , nascido em Messina em 1922, teve a sua formação teatral na Academia Nacional de Arte Dramática de Roma, onde diplomou-se em 1945. Logo começou a trabalhar como ator e diretor teatral, mas também voltou-se para o cinema, tendo atuado em Un Americano in Vacanza, de Luigi Zampa, em 1946 e Proibito Rubare, o filme de estréia de Luigi Comencini, que veio a ser um dos diretores mais importantes do movimento neo-realista italiano. O Teatro Brasileiro de Comédia TBC que Franco Zampari havia fundado em 1948 em São Paulo, de imediato "importa" ou contrata profissionais da qualidade de Luciano Salce, Ruggero Jacobi, o polonês Ziembinski e, entre eles, Adolfo Celi, que logo se tornou um dos nossos diretores teatrais mais importantes : encenou peças que mudaram a gramática do teatro brasileiro, como Arsênico e Alfazema, Antígona , Seis personagens à procura de um ator e A longa jornada de um dia para dentro da noite, de ONeil. Não demorou muito para formar sua própria companhia de teatro, junto com Paulo Autran e Tônia Carrero, a Tônia-Celi-Autran. Em 1949, o mesmo Franco Zampari, apoiado por diversos industriais paulistas, resolveu criar um estúdio cinematográfico brasileiro que modernizasse a nossa produção, elevando-a aos mesmos níveis do cinema de Hollywood. Importou técnicos, roteiristas e equipamentos de última geração, construiu um enorme estúdio em São Bernardo do Campo e iniciou a maior aventura que o nosso cinema já havia testemunhado. Alberto Cavalcanti , o brilhante diretor brasileiro residente na Europa, onde era reconhecido como um dos melhores documentaristas do cinema, foi designado como uma espécie de "gerente artístico" do novo estúdio paulista. Mesmo assim, o prestígio de Adolfo Celi junto a Zampari e aos demais membros da Vera Cruz era tal, que ele foi escolhido para dirigir Caiçara (1950), o primeiro filme feito pela Vera Cruz. Locado em Ilhabela e trazendo Eliane Lage no papel principal, Caiçara não escondia em sua estética toda uma influência neo-realista. Em 1952, Celi voltou a dirigir um filme para a Vera Cruz, Tico-tico no fubá, com Tônia Carrero e Anselmo Duarte, este no papel de Zequinha de Abreu. Apesar da fraca estrutura de distribuição/exibição razão principal da falência em que a Vera Cruz iria cair em 1955 , esse filme de Adolfo Celi talvez tenha sido, junto com Os Cangaceiros e Sinhá-Moça , o filme de maior sucesso da frustrada experiência da Vera Cruz. Em 1961, Celi retornou para a Itália, onde retomou o seu trabalho de ator e diretor de teatro; ao mesmo tempo, iniciou uma carreira internacional de sucesso, com participação em filmes como Este mundo é dos loucos (1966), de Phillipe de Broca, Brancaleone nas cruzadas (1970), de Mario Monicelli, O fantasma da liberdade (1974), de Luis Buñuel e como um arqui-vilão em 007 contra a chantagem atômica(1965), de Terence Young. Em 1968, co-dirigiu, com Vittorio Gassman, O Álibi. Adolfo Celi, fonte de uma das maiores contribuições para o teatro e para o cinema brasileiros morreu em 1986, na Itália. Seu nome, no entanto, está para sempre ligado às artes brasileiras. Lançado mais um livro infantil de Eunice Khoury
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