Respeito ao código


Moacir Rodrigues

Refestelando-se ao sol, como em um passeio matinal - em plena Av. 24 de outubro-, um militar (devidamente fardado) percorre um trecho razoavelmente movimentado. Até aí, tudo bem, não fosse um pequeno detalhe: estava sem o cinto de segurança.

Acompanhei a cena atentamente, objetivando não perder nenhum ângulo. Para surpresa geral, alguém que é, digamos, orientado a cumprir a lei – em questão, o “Novo Código de Trânsito” -, a desrespeita. Impossível? Não no Brasil.

Aqui, ao que parece, tudo é possível. Será que ainda teremos de conviver com isso por mais tempo?

Resumidamente, o que quero deixar bem claro é que neste País - como muitos já disseram -, lei foi feita para pobre, negro e para os destituídos de poder. Admito, fiquei extremamente indignado ao presenciar a cena de hoje. Até quando vai existir este paradoxo?

Não adianta criar leis, se não podemos confiar nos governantes e seus súditos. Somente o cidadão comum deve "andar na linha"? E o resto? Que fique bem claro que não estou querendo proteger a vida daquele cidadão orientando-o a usar o cinto de segurança - esta informação, certamente, ele recebe; tanto que pode cobrar multas de qualquer um que estiver despreparado. Só quero tornar público o meu descontentamento.

Uma pergunta: ele pagaria a multa, caso fosse flagrado por um colega de farda? Seria orientado a não cometer tal delito? Que cumpra-se a lei.

Moacir Rodrigues é estudante do 3o. ano de biblioteconomia da UFG.

Mande um e-mail para a direção do jornal.

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