Respeito ao código
Moacir Rodrigues
Refestelando-se ao sol, como em um passeio matinal - em plena Av. 24
de outubro-, um militar (devidamente fardado) percorre um trecho razoavelmente
movimentado. Até aí, tudo bem, não fosse um pequeno
detalhe: estava sem o cinto de segurança.
Acompanhei a cena atentamente, objetivando não perder nenhum
ângulo. Para surpresa geral, alguém que é, digamos,
orientado a cumprir a lei – em questão, o “Novo Código de
Trânsito” -, a desrespeita. Impossível? Não no Brasil.
Aqui, ao que parece, tudo é possível. Será que
ainda teremos de conviver com isso por mais tempo?
Resumidamente, o que quero deixar bem claro é que neste País
- como muitos já disseram -, lei foi feita para pobre, negro e para
os destituídos de poder. Admito, fiquei extremamente indignado ao
presenciar a cena de hoje. Até quando vai existir este paradoxo?
Não adianta criar leis, se não podemos confiar nos governantes
e seus súditos. Somente o cidadão comum deve "andar na linha"?
E o resto? Que fique bem claro que não estou querendo proteger a
vida daquele cidadão orientando-o a usar o cinto de segurança
- esta informação, certamente, ele recebe; tanto que pode
cobrar multas de qualquer um que estiver despreparado. Só quero
tornar público o meu descontentamento.
Uma pergunta: ele pagaria a multa, caso fosse flagrado por um colega
de farda? Seria orientado a não cometer tal delito? Que cumpra-se
a lei.
Moacir Rodrigues é estudante do 3o. ano
de biblioteconomia da UFG.
Mande um e-mail para a direção
do jornal.
Primeira - Anterior
- Próxima - Última
Voltar para a página principal
© 1997 1998 1999 2000 Jornal Integração
Todos os direitos reservados
|