O Mestre
Fausto Márcio Barbosa
Sim, senhor! Sou o mestre, mestre da ignorância!! Me qualifico
como tal por ver e, entre todos e todas da UFG, dispor de uma infinidade
de ensinamentos e aprendizados no campo da ignorância!!
Especialista antes, mestre hoje, percebo com toda minha ignorância
o pouco que sei sobre nossa universidade; desconheço os pequenos
líderes (DCE, CAs, Sint-UFG, ADUfg), sem falar dos pequenos “oficiais”
(Reitoria, pró-reitorias e demais departamentos e diretorias acadêmicas).
A cada manhã que acordo, ao levantar, tento resgatar o dia passado
e não me lembro de muita coisa ou quase nada!!
Será patológico, será intencional ou será
que não existe algo para ser lembrado desta instituição
mesmo?
Ignorando também meus colegas, que me ignoram do mesmo modo,
assusto-me com o que já vi e ainda vejo: bebedeiras até cair,
presença virtual da “canabis” e demais psicotrópicos, macacos
correndo atrás das moças no bosque, partidos (de esquerda
somente; a direita não entra pra fazer o contra-peso do debate)
mandando o que fazer dentro da universidade, gatos se multiplicando aos
borbotões, colegas desmaiados de sono (nos cantos, no ônibus
e na sala de aula), sem falar de alguns cursos que conseguem seus equipamentos
e satisfazer suas necessidades básicas, muito mais rápido
do que a faculdade que eu faço: Facomb!
Falando, ou melhor, escrevendo sobre ela, a Facomb, gente, é
muita, mas muita ignorância minha o que vou escrever – mas tudo bem,
vamos lá.
Não sei por que os estúdios de rádio e televisão
estão sucateados; por que um excelente profissional técnico-administrativo
(o coordenador do estúdio) e um excelente acadêmico do 3º
ano de radialismo estão com um processo federal por causa de um
equipamento de vídeo roubado deles e de nós; por que a nossa
faculdade não consegue ser a mais comunicativa do Estado de Goiás;
por que o nosso doutor, professor Magno Medeiros, está na pró-reitoria
de cultura e não em sala de aula (temos um déficit de pelo
menos sete professores do nível dele); por que nossos professores
substitutos não são efetivados de uma vez, em vez de ficar
naquela situação: fica ou não fica, vence o contrato
ou não? Por que o número de passagens pela Procom caiu drasticamente,
por que a rádio interna do Restaurante Universitário não
é de responsabilidade dos alunos de comunicação? Ignorando
todas as reuniões de que já participei com os chamados líderes
(Reitoria, DCE e CAs), lanço estas dúvidas ignorantes acima
expostas.
Acredito que continuarei a ser ignorado assim como todos os outros!
Mas, antes de tudo, acredito na minha ignorância e, por conta disso,
pretendo não parar de escrever e falar sobre esta pequena ignorância
pois ainda não fiz o meu doutorado e posteriormente o MBA e PhD
em Harvard nos EUA, a melhor escola do mundo em termos de ignorância
humana (é o que eu creio, com toda minha ignorância acumulada).
P.S.: Por que será que, na UFG, o que é proibido é
divulgado e o que é liberado nunca você fica sabendo? Afinal
de contas, e de uma vez por todas: quais são os nossos direitos
e deveres de estudante para com esta instituição muda, cega,
apática e partidária de uma só ideologia política?
Fausto Márcio Barbosa é estudante
do 2o. ano de radialismo da UFG.
Mande um e-mail para a direção
do jornal.
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