O que será que eles pensam de nós?
Delfino Curado Adorno
Francamente, num momento em que tentamos nos mobilizar pela melhoria
da educação no país, foi-nos passada a infeliz informação,
dada por um professor secundário, de que um político da cidade
de Aparecida de Goiânia "indicou" simplesmente 90% dos diretores
e secretários que trabalham nas escolas das redes municipal e estadual
daquele município. Exagero ou não, vem à tona um problema
gravíssimo do Brasil, sobretudo em uma época em que o Superior
Tribunal Federal (STF) tem julgado inconstitucional a escolha de diretores
via eleições, por professores e alunos.
Pior ainda, quando vemos colégios, como o estadual Cruzeiro do
Sul, no bairro de mesmo nome, em reformas e a população não
teve direito a opinar sobre o que deveria ser feito, uma vez que o colégio
não tem sequer uma biblioteca e não há, no projeto
desta reforma, a construção de qualquer sala para esse fim,
existem também, outras escolas passando por reformas, nesse fim
de ano no município, e o que é pior, sem a consulta prévia
à comunidade ou aos alunos, que são os mais prejudicados
nessa bagunça toda. Concordamos que os vereadores e o prefeito são
os nossos representantes legais e que é impossível perguntar
cidadão por cidadão, aluno por aluno, se ele deseja que a
reforma seja feita, nos meses de outubro e novembro, quando ainda está
em aula, ou no período de férias, mas que daí, a você
chegar um dia pra assistir aula e ver sua sala totalmente vazia, as paredes
lixadas e perfuradas, com a fiação toda à mostra,
quando no dia anterior você saiu dali e estava tudo normal, vai uma
distância muito grande.
Uma pergunta se faz necessária: Todo esse barulho de reformas
pra lá e pra cá, cargos de diretor aqui e ali, teriam de
ser justamente a um ano das eleições municipais? Aí
realmente nos perguntamos: o que será que eles pensam de nós?
Delfino Curado Adorno é estudante do
2o. ano de radialismo da UFG.
Mande um e-mail para Delfino
Curado Adorno ou para a direção
do jornal.
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