Integração x O Popular


Rodrigo Nunes Leles

Dias atrás, estava eu refletindo sobre os grandes erros em que às vezes nós incorremos em nossas vidas. É impressionante como algo que não tem, aparentemente, valor algum, assume importância única em determinadas ocasiões...

Pois bem, foi mais ou menos assim que aconteceu... 

Após uma janta regalada, alguns desarranjos intestinais (utilizo essa expressão em homenagem a um certo professor e grande amigo, cujo nome não ouso revelar; digo apenas que sua cabeça está quase sempre “no ar”, nas ondas do rádio...), me alertaram sobre o que estava por vir. Sem pensar duas vezes, me pus a caminho do banheiro mais próximo (por sorte, eu estava no conforto do meu lar...). 

Chegando lá, porém, percebi que estava faltando algo... Saí do banheiro como um louco, atrás de algo para ler (deve ser alguma mania de família, sei lá...) e me deparei com dois jornais disponíveis: um era “O Popular”; o outro, o “Integração”. Eu, é claro, não pensei duas vezes. Avancei na direção do pequeno jornal “facombiano”, e saí em disparada para o troninho. 

E, enquanto o “serviço” era executado, o pensamento estava longe, vagando por entre as páginas do pequeno jornal. Eu lia os artigos, imaginava a cara de cada amigo meu que os tinha escrito, e emitia sonoras risadas sobre muita coisa que ali estava escrita...

De repente, me veio uma idéia maluca. Parei para pensar nos motivos que me levaram a escolher, como objeto de leitura, o “Integração” ao invés de “O Popular”. O idealismo presente em um jornal como o “Integração” já seria motivo de sobra para jogar “O Popular” para escanteio... O outro motivo era o próprio “O Popular”. Na verdade, eu nunca gostei de ler esse jornal, tão unilateral e tão provinciano, que a minha mente se recusa a aceitar algo que não sejam os “quadrinhos”, algumas matérias do “Caderno 2”, e alguns artigos. Bem, “dois a zero” para o “Integração”, sendo um gol contra... 

No fundo, nunca deixei de pensar no jornal do “tio Jaime” como algo totalmente dispensável (os funcionários que me perdoem, pois não é nada pessoal...), da forma como é feito. Mas, como na vida todos erram, eu também estava errado...

Ao retornar do meu pequeno devaneio, me vi de volta ao banheiro. Nesta altura do campeonato, como “Inês já era morta”, me lancei à caça daquele “apetrecho” que os alunos “facombianos” conhecem muito bem, pois, na faculdade, ele é tido como “espécie em extinção”...
Inusitadamente, ele estava extinto no meu banheiro também... Olhei para um lado, para o outro, e a única coisa que pude ver foi meu caro exemplar do “Integração”. Eu, é claro, não ousei... 

Foi então que eu percebi que “O Popular” não era tão dispensável assim, como eu imaginava... Desde esse dia então, aprendi a lição: cada coisa tem o seu lugar. Como o jogo “só termina quando acaba”, três a dois para “O Popular”, de virada... 

É uma pena que a Facomb tenha interrompido a assinatura de tão importante jornal... É duro, mas até eu tenho que admitir: em algumas circunstâncias, “O Popular” é, realmente, imbatível... 

Rodrigo Nunes Leles é estudante do 4o. Ano de jornalismo da UFG.

Mande um e-mail para Rodrigo Nunes Leles ou para a direção do jornal.

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