O mundo é anarquista


Giordano Maçaranduba

O mundo caminha naturalmente para o anarquismo, o regime final da humanidade, em que os não representativos e ilegítimos governos serão substituídos pela democracia de base, ampla e geral, sem fóruns, nem assembléias, sem nenhum órgão decisório que não seja o bom senso para que todos se autogovernem. O destino final do homem é a liberdade, já dizia um escritor.

Embora os “liberais” queiram sempre retirar atribuições do Estado, não será pelo caminho “liberal” (ou seja conservador, já que estes querem conservar o status que têm) que a verdadeira anarquia se instala. Anarquia só acontece após um longo e doutrinário caminho, em que o homem vai ter que auto-estabelecer a ordem, se organizar a si mesmo e as massas a si mesmas e os grupos se autogestem. Essa ordem só se estabelece e só é possível pelo Comunismo de Karl Marx e de Rosa Luxemburgo; sem a pressa de Friedrich Engels e a violência de Stalin. Quem deveria ter ido ao poder eram os sovietes e não os bolcheviques. À base sempre cabe o poder, o topo deve inexistir, qualquer elite sobrevivente a uma revolução deve ser eliminada.

A revolução é auto-explicativa, ela se autogesta e autogere,  segue seu próprio caminho. A ordem revolucionária se estabelece por tão inúmeros fatores que acaba se guiando pela gestão coletiva quase consensual. Não o consenso burro do pensamento único, mas um momento onde todos fazem tudo (ou tentam) já que não há ordem e poder estabelecido.

Pela primeira vez uma revolução não será conduzida por uma elite intelectualizada que acaba se tornando poder após o golpe. O comunismo se implantará no mundo certamente durante a primeira ou segunda década do século XXI, e a partir daí com as massas esclarecidas de seu poder será questão de poucos meses (uns 20) para que o anarquismo comece a predominar no mundo. A cooperação superará a forçada fraternidade, a igualdade será o sentimento que fará a Terra rodar e haverá verdadeira comunidade mundial, ninguém explorará ninguém porque a auto-ajuda mútua será uma pratica universal sem regras e sem punições por essa prática. Não haverá nenhuma proibição para as pessoas que irão se unir por vontade própria e construirão o correto segundo seus desígnios e destruirão o horror e a polícia, a máquina dos poderosos será meramente fábula, porque quando os homens forem eles mesmos e os regimes forem abolidos não haverá mais conflitos, porque não haverá mais classes. 

P.S. : Gostaria de parabenizar o estudante Marco Aurélio Vigário pelo seu belo, crítico e veraz texto no INTEGRAÇÃO de dezembro (Pacto de mediocridade). Também registrar minha alegria com os excelentes textos do professor Nilton José dos Reis (Para não dizer que não escrevi) e da estudante Marcela Baiocchi (Assim sonhou Clístenes), não me esquecendo de congratular as maravilhosas metáforas de Alenor Alves Júnior (Simbiontes parasitários).

Também me foi uma grata surpresa na última edição a metafórica “A caixa” de Carina Dourado.

Por fim eu gostaria de desejar de todo o coração meus pêsames a Giordano Maçaranduba por seus meus pêsames na edição passada. Espero que ele não volte a repetir atitude tão deselegante e irresponsável.

Giordano Maçaranduba é jornalista formado pela UFG.

Mande um e-mail para Giordano Maçaranduba ou para a direção do jornal.

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