Não digo (Para JF)
Rosângela de Souza Melo
- Passando
- E não me vendo.
- Observo.
- Cada palavra
- É uma dádiva
- Saída dessa tua boca
- Calada
- Que guarda
- Atrás deste vil semblante
- A pessoa que eu,
- Teu nada,
- Queria saber.
- Saber de ti
- É encontrar o intocável
- Deste teu mundo vão
- Deste corpo desconhecido,
- Teus pensamentos infrenes.
- No tempo apenas
- Deste teu pensar
- Vejo que nunca
- Será o tempo em que
- Estarei em teu olhar
- Guardada, contemplada.
- Mulher de sorte é aquela
- Cujos instintos a intuíram
- A fazer-se presa eterna
- Do teu jeito
- E eu vivo agora a noite
- Em mim, sem alegria
- Desde aquela outra
- De pura filosofia.
- Um sorriso, calado
- Te ofereço em minha face.
- É o medo constante,
- Transparências do nada
- Que a ti represento.
- (teu nome, não digo
- mas sei, intenciona
- o que há, sempre,
- acima do que te posso ser:
- Sempre estive
- ao sul de alguma coisa).
Rosângela de Souza Melo é estudante do 1o. ano de relações públicas da UFG.
- Mande um e-mail para Rosângela de Souza Melo ou para a direção do jornal.
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