O aprendizado do professor
Guillermo A. B. Rivera
- Algum poeta (não me lembro qual - vamos lá poetas e poetisas do INTEGRAÇÃO, ajudem aí!!) escreveu algo sobre a flor brotando no asfalto. Ele, ou ela, quis dizer do belo surgindo nos lugares mais inesperados. A metáfora pode ser vagamente aplicada na final da última Copa das Confederações. Um torneio desinteressante, equipes reservas...e um ótimo jogo entre Brasil e México. Claro que o resultado podia ter sido melhor para nossa Seleção, principalmente se a zaga fosse menos displicente. Mas a equipe mexicana, empurrada pela torcida, jogou bem - por que não ? - e nos impôs quatro gols dos quais tão cedo não esqueceremos.
- Duas pessoas tiveram seu prestígio futebolístico abalado neste jogo. Foram eles Ronaldinho Gaúcho e Wanderley Luxemburgo. Quanto à jovem promessa gremista, nada de críticas. Um passe errado em uma cobrança que gerou o gol da vitória mexicana é uma falha comum, e um jogador tão promissor não merece o rótulo de "novo Cerezo", como ele vem sendo tratado. Resta só o alerta de que ele já provou o céu e o inferno em um curto espaço de tempo, para que ele saiba planejar sua vida antes que a fama acabe.
- Quanto ao professor Luxemburgo, esta é uma questão mais séria. Pode ser que seja apenas antipatia, coisa pessoal, pois ele provoca um visível mal-estar na crônica esportiva. Mas estou quase certo de que os seus métodos e o seu "modernês" são apenas para iludir os menos entendidos no assunto, passando a imagem de competente. A idéia do volante que apoia é boa, porém, isso não torna este volante avançado um meia de ligação, justificando com isso a ausência deste último tipo de jogador. Ou seja: porque jogar com quatro volantes e nenhum meia de criação???
- E não é só isso. Quando assumiu a Seleção, muitos viam em Luxemburgo o oposto do jeito Zagallo de comandar e organizar. Eu vejo muitas semelhanças. O autoritarismo, o grupo fechado (no mal sentido), o fato de ter convocado os tetracampeões para jogos sem importância e depois criticar o desinteresse deles, até mesmo a mania de deixar que os laterais subam para o apoio ao mesmo tempo, ao contrário do que ele diz. Basta olhar no VT os gols dos mexicanos: onde estavam Evanílson e Serginho??? Dando cobertura?
- Não quero queimar o velho Luxa, com perdão da intimidade. Só digo que é cedo para se julgar o trabalho dele, tanto para o mal, como eu fiz, como também para o bem, como fazem os outros. Afinal, o saldo dele está nulo, com um título (Copa América) e uma derrota estrondosa, já mencionada. É esperar que ele abandone seu pedantismo e transforme seu discurso em ação, caso contrário, ele corre o risco de virar um novo Coutinho ou Lazaroni.
Guillermo A. B. Rivera é estudante do 3o. ano de jornalismo da UFG.
- Mande um e-mail para Guillermo A. B. Rivera ou para a direção do jornal.
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