Perfume de putrefação
Pablo de Regino Pinto
- Arames farpados fazem o desespero,
- corredores úmidos e escuros atraem o medo,
- a esperança sofre ao saber que combaterá a morte
- Cheiro exitante de sangue morno alimenta a depressão
- saber que vai morrer é angustiante
- e ainda pior saber que será em vão.
- Lâminas brilham diante feixes de luz,
- criaturas estranhas se contorcem nas paredes,
- se isso não é o inferno, ele não deve ser pior.
- Filas esperando a vez de escolher como morrer
- mulheres apedrejadas, crianças esquartejadas
- risadas macabras,
- ploriferam entre os corredores de pedras e musgos.
- Somente o gélido ar da noite que briga,
- com o quente fogo que provém dos ossos.
- Ao se cegar na escuridão
- se sente um hálito horrendo
- e as rochas do solo tremem
- criaturas se aproximam com movimentos rápidos,
- dezenas de pessoas são desmembradas,
- o sangue umedece o ar e as noites sombrias continuam
- e outros irão esperar,
- esperar...
- como nós.
Pablo de Regino Pinto é estudante do 3o. ano do 2o. grau do colégio Prevest de Goiânia-GO.
- Mande um e-mail para Pablo de Regino Pinto ou para a direção do jornal.
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