Lugar incomum
Melissa Cristina Rodrigues
- Gostaria de entender porque vivemos em uma sociedade em que todos temos que usar máscaras. Onde não podemos ser nós mesmos porque existe uma espécie de moral coletiva que nos coíbe. Nos coíbe de aceitar nossa verdadeira natureza. Estamos sempre nos escondendo. Estamos sempre nos vigiando uns aos outros para que o outro não faça aquilo que todos têm vontade de fazer.
- Por que desprezamos tanto o que é diferente, o que é heterogêneo, o que é inovador? É fácil realmente se acomodar e fingir que segue os padrões de homogeneidade impostos por quem? Pela sociedade. Quem é a sociedade? Na verdade não é nada e ao mesmo tempo é algo que dita nossos passos, nossas atitudes, nosso comportamento. Esse alguém é tão poderoso a ponto de sufocar nossos desejos mais puros, e definir falsos padrões de felicidade, de convivência, de relacionamento e de beleza.
- Um paradigma fundamental da sociedade é o relacionamento homem-mulher, que da forma como é explorado já virou sensualidade banalizada. Afinal, que pecado há na troca de carícias entre pessoas do mesmo sexo? Quem é que determina o que é certo e o que é errado? O sexo em qualquer relação, seja homossexual ou heterossexual, é puro, quando duas pessoas sentem alguma coisa uma pela outra, pois é o contato máximo entre dois seres humanos. Porém não vou entrar no campo dos sentimentos falando em amor ou paixão porque eles são tão definidos como pensamos, ao menos a meu ver. O que sei é que o pecado, a sujeira e a impureza eu deixo para o plano mental, pois não passam de criações das mentes de muitas pessoas.
- Bom, escrevi tudo isso para dizer que louvo a liberdade sexual. Que seria bom se quebrássemos os padrões para sermos o que nós realmente somos. Sei que é difícil tirar a máscara, mesmo porque tanto tempo que andamos mascarados que, ao tirá-la, já não nos conhecemos mais, não é mesmo? Mas, para finalizar, só quero dizer que clamo pela liberdade sexual para as mulheres que são tão reprimidas até hoje. E clamo pela liberdade sexual dos gays, das lésbicas e dos bissexuais. Liberdade sexual para todos!
- Obs.: sei que depois desse texto provavelmente vou ser mandada diretamente para o inferno. Só espero que lá tenha muito sexo!
Melissa Cristina Rodrigues é estudante do 2o. ano de jornalismo da UFG.
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