Ela

Alenor Alves Jr.

Ela, que me fascinou desde o primeiro encontro,
Ela, que ainda suscita na memória fatos do passado.
Ela, que me faz voltar em tempos pretéritos, mas imperfeitos.
Ela, me provou que existe amor, e contemplação.
Ela, tornou meu coração uma casa.
Sempre visitada por sentimentos felizes,
Sempre quando a tenho na lembrança não há linearidade
Temporal, me vejo em uma formação de imagens;
Imagens boas, me lembro do que aconteceu, o que sonhei,
Mas mesmo no sonho desconfiei, era muito bom para
poder acontecer.
A belisquei, a toquei em carnes fartas. Procurávamos beleza nas artes, uma exposição. Mas a beleza já está em nós mesmos.
Nos quadros, nos encontros, nas boas lembranças,
nos sonhos.
Finalmente, fato, concretização, enlace, nada ainda,
O pensamento segue em velocidade, atemporal, às vezes
Cíclico... Esse desejo é traiçoeiro, flagelo,
Mas o amor também acontece às metades... O martírio
De um é o formigamento do outro.
O amor, quando nos deixa apaixonado, traz com a
Não efetivação, palavras, palavras, versos, rimas. Mas a
A rima copia o pensamento, que é elaborado da memória, que
Se faz das idas e vindas a fatos do passado.

P.S.: Originalmente produzido na primavera de 98.

Alenor Alves Jr. é estudante do 4o. ano de radialismo da UFG.

Mande um e-mail para a direção do jornal.

Primeira - Anterior - Próxima - Última

© 1997 1998 1999 Jornal Integração Todos os direitos reservados
1