Reafirmação

Guillermo A. B. Rivera

Após os dois resultados conquistados pelo Goiás na Copa do Brasil e do progresso feito pelo Vila Nova na mesma competição e na Copa Centro-Oeste, parece que o futebol goiano reencontrou o rumo que havia perdido no final do ano passado. Não só o rumo, mas também o prestígio do futebol goiano foi retomado.

No ano passado o Estado levou um duro baque no Campeonato Brasileiro. O Goiás já dava mostras do que estava por vir ao levar de 5 a 2 para o Santos em pleno Serra Dourada, em jogo no primeiro semestre válido pela Copa do Brasil. O Vila finalmente se afirmou como um time nacional, pensávamos, afinal só caiu frente ao Vasco da Gama, e não perdeu no Serra. Engano. No segundo semestre o despreparo dos clubes anhangüerinos veio à tona, com o Goiás empilhando vexames na Série A e o Vila fazendo uma campanha irregular na Série B. Quanto ao Atlético nem se comenta, pois já era sabido que ele iria descer para a Série C mais cedo ou mais tarde.

Pois bem. Começado o Goiano deste ano, tudo transcorreu como esperado até o clássico, salvo algumas aberrações, como os 10 a 0 do Vila no Itumbiara ou o empate do Goiás em Jataí. Daí aconteceu um Vila e Goiás do qual o futebol goiano vai se lembrar por muito tempo. E os reflexos do jogo foram extremamente benéficos para as duas equipes.

Para o Goiás, a derrota foi um choque, especialmente após estar ganhando por 3 a 0. E parece que a equipe esmeraldina aprendeu com os erros do jogo. Depois disso, só bons resultados apareceram para o time, e o ataque esmeraldino reencontrou as redes daí em diante. Primeiro a eliminação do Santos na Vila Belmiro por 4 a 3. Depois uma goleada sobre o Crac de Catalão que, se não serve de parâmetro para a capacidade do Goiás, pelo menos mostrou que o alviverde está cumprindo com seu dever, coisa que não fazia há meses. E agora, vitória expressiva sobre o Vasco por 4 a 2, sem contar com a convocação de três jogadores do Goiás para a Seleção.

Mas o Vila também não fica atrás. Mesmo não tendo vencido o Grêmio - que mereceu a vitória de modo incontestável, ou seja, pouca culpa teve o Tigrão - se reabilitou mantendo 100% de aproveitamento no Goiano, e agora parte com tudo na Copa Centro-Oeste que, quer queiram ou não os alviverdes, tem expressão nacional sim. Tanto que o Vila vai disputar a Copa dos Campeões, e pode ir para a Conmebol.

Quem está por trás deste sucesso momentâneo? Sem dúvida os técnicos. Hélio dos Anjos é um treinador de fama nacional, que tem identificação com o Goiás e muita eficiência. Tata tem sua fama restrita apenas ao interior paulista e ao Pará, mas mesmo assim provou ser competente e profissional, trazendo reforços na verdadeira acepção da palavra e não insistindo com velhos "xodós" da equipe. É manter os dois nas respectivas equipes e aguardar os elogios e o reconhecimento do "Sul Maravilha" para as equipes daqui.

Guillermo A. B. Rivera é estudante do 3o. ano de jornalismo da UFG.

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