Satin, Harvest e Havoc (Série 2 de 3)

Alenor Alves Jr.

Harvest: Percebe que naquela ocasião tinha sido chamado para ser um "ponto" em um joguete cínico de prova de fidelidade. Ela encaixava no tipo que apraz ao estímulo açúcar e açoite. Espera por um mês por seu "Ulisses". A Penélope tem sua participação como aspirante a mãe de família, boa esposa, noiva celibatária, namorada contratual, afinal eles viviam sob um "acordo".

Seu projeto era claro: o de formar uma célula-máter da sociedade moralista burguesa. Quer entrar num sistema de posses: seu marido, seu filho, seu casamento. São limites, territórios, posses...

Voltam a se encontrar. De novo a possibilidade de acontecer o grand finale, a junção, o beijo, movimento. Andavam engessados do trabalho ao bar. Era sexta-feira à noite. Um toque é refutado...

Será que andar de mãos dadas é caretice? Continuar pode ser resposta. O pressentimento fedia a excremento.

Apesar da fluência nos assuntos sociais e políticos, os pessoais... Estavam cimentados. O prenúncio do que poderia acontecer abriu espaço à exposição de idéias, plantação e colheita do que pensavam. Neste dia até o embate foi frio, a discussão foi elaborada. Ele se aproxima e:

- Estamos juntos, isso me diz muito... Seus lábios, você...

- É, mas eu sou fiel. Não sou aberta pra malícias.

- E esses conceitos católico-ortodoxos-castradores?

- Eu tenho um projeto, ter um lar...

- Você cria um psicodelismo negativo, podemos não nos ver nunca mais.

- É pura amizade, com você.

(continua na próxima edição)

Alenor Alves Jr. é estudante do 4o. ano de radialismo da UFG.

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