Novamente essa estorinha de poesia?
Geraldo Neto
- Queria deixar registradas as manifestações geradas pelo artigo que escrevi sobre o amor. Recebi muitos comentários, críticas boas, más, e até bolão para saber se o artigo seria uma música e o estilo... Queria registrar que todo esse alvoroço é porque o amor está em cada um, em alguns de forma acentuada , em outros mais timidamente. Mas como esse lance de poesia está em alta, queria deixar mais um registro que nasceu de uma forma muito interessante. Estava eu e mais três amigos em um bar, e depois de muita cerveja resolvemos fazer um texto. Cada
um escreveu um pedacinho, e ao juntá-los, nasceu "Ossos do Ofício".
Carnaval de mentiras
- Com serpentinas de desgraças
- Rebolando para viver
- No jogo de confetes capitalistas
- E as costeletas embriagadas feito postas cansadas
- Do azul pestilento
- E cancerígeno
- Vindo deste ópio bitolado
- Pelo poder da grana que tudo pode
- Pêndulos absortos sobre nossas cabeças
- Ventuinhas emaranhadas
- Na chuva engarrafada
- O poder deveria estar em mãos nuas
- Porém as luvas
- O separam do povo
- O povo faz a arte, a revolução e as músicas de dor de cotovelo
- Eu exijo das massas este grito afiado e obsoleto: "todo poder ao povo"
Geraldo Neto é estudante do 3o. ano de radialismo da UFG.
- Mande um e-mail para Geraldo Neto ou para a direção do jornal.
Primeira -
Anterior -
Próxima -
Última
© 1997 1998 1999 Jornal Integração Todos os direitos reservados
|