Por favor, eu quero o café com mais açúcar e menos censura!!!

Giordano Maçaranduba

A censura sempre foi algo muito combatido por importantes grupos ou personalidades em todos os áureos períodos da história. Sempre se destacaram os humanistas que lutaram pela liberdade de expressão. É um dos primeiros direitos humanos, se não for o primeiro direito, o da livre expressão.

Me incomoda profundamente as sugestões de que haja alguma seleção entre os textos que devem sair ou não. Eu acredito que o espírito da liberdade deve continuar reinando no INTEGRAÇÃO. Aliás, estarei indignado no dia em que o INTEGRAÇÃO começar a censurar, remendar ou excluir matérias.

Na última edição saíram três matérias que indignaram, ofenderam ou magoaram muitos leitores, alguns até propuseram que o conselho editorial funcionasse no sentido de separar ou filtrar matérias. Em dois textos, os críticos destes dificilmente conseguirão me convencer da validade de seus argumentos. No outro texto, só resta me acreditar que o autor teve uma incrível dificuldade de expressão em sua matéria, porque seu texto foi lamentável. Deve ter sido fruto de um erro horrível na maneira de expressar sua opinião.

No texto de Larissa Gonçalves, algumas pessoas chegaram a dizer que era um absurdo deixar uma secundarista escrever no INTEGRAÇÃO. Esse argumento nem precisa ser refutado, por que ele por si mesmo se invalida. É de um preconceito horrível. Será que essas pessoas são favoráveis a restrição de opinião? Não há como acreditar nisto, já que são pessoas bastante esclarecidas e que já prestaram notórios serviços a seus semelhantes por diversas vezes. Seu texto reflete preocupações bastante saudáveis e, se deprecia alguns assuntos, esses mesmos já são em uma média mal qualificados pelas pessoas, é claro que pode se discutir se é preconceito ou não. Pessoalmente, eu acho meio perigoso a qualificação dada a esses assuntos, mas isso de maneira nenhuma invalida o texto.

O texto de Jardel Sebba, que invariavelmente merece críticas, algumas bastante justas, desta vez foi impecável e o argumento dos críticos é bastante discutível pois, se negar que a igreja mudou (alguns acham que para melhor, outros para pior) é impossível, também não se pode dizer que ela não continue com sua arrogância tentando normatizar a vida de seus fieis. Defender o direito à vida, tenho certeza, é o dever de cada ser humano que ganhou a sua de graça, mas defender, não tentar impor, já que respeitar o que os outros pensam é importantíssimo. Cabe ponderar qual direito é mais importante: o de nascer ou o de viver.

A essas pessoas que estão propondo a seleção de matérias, eu peço encarecidamente que se empenhem nas outras causas, louváveis como sempre foram. Tenho certeza que, se assim decidirem, a humanidade tem muito a comemorar. ATENÇÃO... não estou de maneira nenhuma tentando desqualificar os argumentos dos críticos, só gostaria que todos eles escrevessem demonstrando a sua opinião e fornecendo mais material para esse debate saudável, até porque eu admiro todas as pessoas que tomam iniciativa, que afinal não vieram ao mundo para serem pedras, belas adormecidas ou quaisquer outros tipos de seres sem ação.

Giordano Maçaranduba é estudante do 4o. ano de jornalismo da UFG.

Mande um e-mail para Giordano Maçaranduba ou para a direção do jornal.

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