Fora do normal
Leandro Quintanilha Santana
- Você é normal? Se acha que sim, pense melhor. Ser normal é, certamente, uma missão quase impraticável. É extremamente difícil passar um dia sequer sem cometer ao menos um deslize. Todos nós temos nossos momentos de... digamos, "excentricidade". No entanto, sentimos uma necessidade, quase obsessiva, de manter isso em segredo. Afinal, ninguém quer ser rotulado como "estranho".
- Na verdade, é complicado definir o que é ou não normal. Podemos nos arriscar a dizer que seria manter um comportamento adequado, discreto, dentro dos padrões. Não sair da linha. Ou seja, ser apenas mais um na multidão. Porém, isso pode ser bem mais complexo do que se pode imaginar, pois, afinal, o que está em perfeita ordem para um pode parecer um grande absurdo para outro.
- Viajar no banco da frente do táxi, falar sozinho, colocar mais café do que leite no café-com-leite, repetir três vezes a sobremesa, ter uma maneira peculiar de andar, responder "Boa noite!" ao apresentador do telejornal e usar tênis sem meia são pequenas coisas do cotidiano que podem representar fortes traços de esquisitices. E aí? Você faz algo assim? Então tome cuidado. A anormalidade é um fantasma que ronda a existência de todo e qualquer ser humano. Podemos ser vitimados por ela a qualquer momento.
- Talvez não exista nada mais exótico do que alguém completamente normal. Entretanto, o que realmente nos incomoda é o fato de uns serem (ao menos, aparentemente) mais normais do que outros. Mas, se você já percebeu que não é tão normal assim, não se preocupe. Você não está sozinho. Caetano Veloso, certa vez, sabiamente sentenciou: "De perto, ninguém é normal".
Leandro Quintanilha Santana é estudante do 2o. ano de jornalismo da UFG.
- Mande um e-mail para Leandro Quintanilha Santana ou para a direção do jornal.
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