O "avanço" social da mulher ao longo dos séculos

Manoel Rubens Miguel

Após vários séculos sendo considerada inferior ao homem, a mulher, hoje, continua sendo considerada inferior ao homem. Não é para menos, pois esta sempre limitou-se a desenvolver tarefas aleatórias na sociedade. Apesar disso, devemos reconhecer que ela, ao menos, tem se interessado recentemente por assuntos diversos que não têm a ver com prendas domésticas.

Desde a antigüidade, a fragilidade do sexo feminino é consentida. Enquanto o homem saía para a caça, pesca ou guerra, atividades estas que exigiam-lhe boa habilidade física e intelectual, a mulher permanecia na aldeia ou na roça, exercendo atividades que só requeriam dela um mínimo de raciocínio lógico.

Até o século dezenove, não mudou muita coisa. Com o advento da indústria, enquanto o marido ia ao trabalho, sua esposa permanecia em casa num verdadeiro lirismo trovadoresco; sempre se indagando: "Oh, será que ele voltará, ou me trocará por outra?"

Já nos dias de hoje, nossos lares estão sendo invadidos por eletrodomésticos ultramodernos, o que possibilita às donas de casa acompanharem de perto o avanço tecnológico, até então distante delas.

Por fim, enquanto a ciência não encontra uma forma de fazer com que o homem possa se auto-satisfazer sexualmente* e se auto-reproduzir, tornando-o, assim, um ser completo e perfeito, a existência da mulher, com certeza, continuará importante.

* Conservando todas as características de uma saudável relação heterossexual.

Manoel Rubens Miguel é estudante do 2o. ano de jornalismo da UFG.

Mande um e-mail para a direção do jornal.

Primeira - Anterior - Próxima - Última

© 1997 1998 1999 Jornal Integração Todos os direitos reservados
1