O meu contador de histórias
Olita Flávia Rabelo
- Todos os dias pegamos o mesmo ônibus juntos, eu e meu amigo contador. É muito bom estar ao lado dele pois o contador me faz rir, "chorar", e até sonhar. É um dos poucos momentos que esquecemos de tudo e soltamos nossos sentimentos para fazer parte de cada história relatada.
- Fico ouvindo os poemas, problemas e histórias de amor que me levam a refletir. O contador, em alguns instantes, ficava calado, mas quando voltava em si, já estava recitando poemas de Vinícius de Moraes e João Pessoa. Em algumas poesias estava presente a melancolia, a dor e a frustração.
- O contador sempre tem novas idéias, músicas diferentes, experiências novas para contar. Compartilhamos tudo! Sem darmos conta dos mesmos, o caminho se encurtou, e o meu contador foi embora.
- Temos muitas histórias para serem contadas, guardadas e esquecidas, mas todas fazem parte da história que cada um escreve de sua própria caminhada. Refletir e repensar sobre cada uma nos leva a consertar, hoje, o que nos fez errar um dia.
Olita Flávia Rabelo é estudante do 2o. ano de ciências sociais da UFG.
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