Queremos sexo!! E algo mais...

Leandro Quintanilha Santana

É verdade que o ser humano pensa muito em sexo, mas, nos nossos dias, ter uma vida sexual intensa se tornou uma imposição social. A mídia idolatra o assunto. Revistas, TV, cinema. Não importa o veículo de comunicação: tudo gira em torno "daquilo". Sexo virou sinônimo de sucesso. Pobres daqueles que só o fazem de vez em quando...

Ter uma boa performance é uma questão de honra. Ejaculação precoce? Dificuldades para chegar ao êxtase? Impotência sexual? São coisas para fracassados. Temos todos que ser sempre um fenômeno de criatividade, desempenho e resistência.

Inteligência? Sensibilidade? Simpatia? É bobagem nos preocuparmos com coisas assim tão triviais, quando o importante mesmo é que os homens sejam bem dotados e que as mulheres tenham bumbuns empinados e seios siliconicamente fartos.

Sexo é realmente muito bom, não podemos negar. Mas será que precisamos necessariamente ser acrobatas na cama, conhecer centenas de posições diferentes e "comer" toda a torcida do Flamengo para termos uma existência plena? O fato é que essa pressão que a sociedade exerce sobre si mesma é extremamente broxante. Isso só faz com que nos sintamos mal, inferiorizados. Temos que perceber que na vida existem outros tipos de "orgasmo". Não devemos ter a obrigação de transpirar libido por todos os poros do corpo. Não precisamos ser sensuais vinte e quatro horas por dia. Temos que romper com essa neurose sexual, pois, afinal, é preciso relaxar para gozar.

Leandro Quintanilha Santana é estudante do 2o. ano de jornalismo da UFG.

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