Seriam as relações relações públicas?

Fabrício Magalhães Gonçalves

"O profissional de Relações Públicas trabalha com a comunicação e as relações internas e externas de empresas e organizações. É responsável pela informação dos funcionários e do público externo sobre as realizações e os planos da companhia. Formula e implanta campanhas de relações públicas e se encarrega das questões que envolvem a imagem da organização. Informa e orienta clientes, fornecedores, consumidores e o público em geral sobre a empresa, seus produtos e serviços. Para isso usa suas estratégias, principalmente nos veículos de comunicação."

Na teoria percebemos que a função desse profissional é estrategicamente, taticamente e, operacionalmente, importante para todas as facções sociais, do Movimento dos Sem-terra ao poder executivo, das ONGs às globalizadas multinacionais. A partir do momento em que se pensa em organizações é impossível não se pensar em RRPP.

Porém o que se percebe na prática se distancia bastante dos manuais. O problema começa cedo, no nosso "segundo lar". Nas escolas percebemos o quão dispersos são os interesses dos alunos, nada contra a individualidade, mas sim contra a falta de espírito de equipe e entusiasmo. Alunos muitas vezes desmotivados e professores desinteressados. Ambos com suas idiossincrasias e é claro devem ser respeitadas.

E daí desencadeia o processo, pois a má-formação dos futuros profissionais gera o descrédito sócio-organizacional a respeito desse profissional. E, a faculdade, o que deveria ser o centro de formação de cidadãos profissionais se transforma num palco de desavenças e disputas de interesses na qual se prevalece o individualismo tão combatido na retórica acadêmica e profissional.

A teoria das Relações Públicas é de dar inveja aos MBAs, mas a formação profissional está aquém daquilo que Margarida Künsch chama de "Relações Públicas e Modernidade". Diante disso não podemos é perder o rumo, confundir os sentidos, esquecendo às vezes do alto investimento físico, moral e financeiro que nos privamos para passar quatro anos num local, infelizmente, de tão poucos para depois nos mediocrizarmos e não avançar perante o nosso famoso mundo globalizado.

Fabrício Magalhães Gonçalves é estudante do 3o. ano de relações públicas da UFG

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