Feliz Ano Novo

Guillermo A. B. Rivera

Alguém já me disse que futebol é como novela: se você perde um pedaço, você tem dificuldades para entender o resto. Mesmo com tal comparação assustadora na cabeça, não hesitei em tirar longas férias na Bahia. Voltei no começo deste mês, levemente bronzeado e completamente desinformado sobre futebol.

Assim que cheguei, tratei de me abastecer com material de futebol (jornais, rádios, TV, etc.). Adivinhem o que eu descobri ?
  • A Copa São Paulo revelou muitos craques - como Fábio Pinto, do Internacional, Fábio Júnior (hehehe!), do Cruzeiro, Araújo, do Goiás e o excepcional Alessandro, da Ponte Preta - mas os clubes, na maioria, preferem contratar boleiros rodados que nunca deram certo em nenhum lugar;
  • Na Europa: os jogadores brasileiros continuam com seus famosos "problemas de adaptação", levando consigo meio Brasil (namorada, empresário, família, amigos, feijão...) e rescindindo o contrato logo depois, para voltar (vide Romário, Bebeto...). Isso até aparecer outra proposta "irrecusável" vinda da Europa;
  • Na Seleção: Zagagállo continua sem assessor técnico, afinal o Brasil é imbátivel, os outros países são fracos, ele é pé-quente, blábláblá. Denílson não foi avisado que fintar pode, mas chutar também; Cafu ainda não aprendeu a cruzar; Taffarel continua no gol da Seleção;
  • No Brasil: os campeonatos estaduais continuam deficitários, os estádios vazios, os cronistas reclamando em vão. Ah, e as fórmulas de disputa absurdas. Você sabia que o Vila Nova, por exemplo, se mantiver seu aproveitamento de 100 % neste Turno, terá a discutível honra de enfrentar o 8o. colocado em um "play-off" emocionante valendo vaga para o Quadrangular Semifinal ?

Ou seja: nada mudou. É bom estar de volta!! Feliz 98, ano da Copa.

Guillermo A. B. Rivera é acadêmico do 3o. ano de jornalismo da UFG.

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