O que é isso no banheiro?

Andrielly Andrade Freitas

Mais um filme do renascimento do cinema brasileiro é indicado ao Oscar. Alguns brasileiros se orgulham dessa façanha, mas a maioria nem tem consciência disso. Cabe aos conscientes, então, perguntar o porquê dessa façanha.

Será que o fato de o ator americano Alan Arkin fazer o papel principal e brasileiros renomados como Fernanda Torres e Pedro Cardoso serem meros antagonistas influenciou nessa indicação? Será que o diretor Bruno Barreto, grande amigo de Steven Spielberg e recordista de público do cinema brasileiro (mais de 12 milhões de espectadores), que voltou a filmar no Brasil depois de 6 anos nos EUA, teve alguma importância para a Academia?

O filme começa com "o grande salto da humanidade", os americanos conquistam a Lua. Aliás, todos os personagens americanos que aparecem no filme (interpretados por atores genuinamente americanos) são abarrotados de qualidades. A começar pelo embaixador, "um homem simples e bom", sempre comovido com a situação dos guerrilheiros que o seqüestram. E a moralidade do filme é: não se meta com os EUA!

Para completar, o filme acaba com os dizeres "em 1989, as eleições trouxeram a democracia para o Brasil".

"O que é isso companheiro?" Comédia? Ficção? Submissão? Novela? "Sessão da tarde"? Sinceramente, leia o livro, assista ao filme e tire suas próprias conclusões.

Andrielly Andrade Freitas é acadêmica do 4o. ano de jornalismo da UFG.

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