Senhores, façam suas apostas!!!

Guillermo A. B. Rivera

Chegamos finalmente à fase decisiva do Campeonato Brasileiro. Após mais de três centenas de jogos, a maior parte dos quais amistosos, 7 dos 8 classificados já estão definidos (esta coluna está sendo escrita na véspera da última rodada). Mesmo me arriscando a cometer erros gritantes (seja sincero: você teria arriscado uma final Gremio X Portuguesa no início do Brasileiro ´96?), acho que minha função aqui, neste momento, é a de analisar as chances dos oitos times classificados.

Seria uma incoerência assustadora tentar analisar as chances da oitava equipe agora, sendo que ela n~eo está ainda nem definida. Então vamos iniciar a análise pelo Palmeiras. A equipe do Parque Antártica tem como arma o favoritismo adquirido, merecidamente, nesta década de 90. Tanto é verdade que sua classificação foi dada como certa desde a 1a. rodada. No entanto, apesar do excelente plantel que possui, arrisco-me a dizer que este ano não é o ano alviverde. O estilo de Luís Felipe Scolari não combina com o futebol vistoso de Viola, Oséas e cia. As limitações táticas impostas pelo treinador palestrino vão impedir o Palmeiras de chegar ao penta. Mas deve ficar entre 2o. e 5o.

O Santos tem o privilégio de contar com o melhor técnico brasileiro na atualidade. Wanderley Luxemburgo não possui, no entanto, um elenco à altura. Situação inversa à do Palmeiras, portanto. Deve ficar entre 4o. e 6o.

O Flamengo está retomando a tradição de fazer bonito no Brasileirão. Despontaria como um dos favoritos ao título, não fosse a fragilidade de sua zaga, mesmo com a boa fase de Júnior Baiano. Deve, portanto, contentar-se com o 4o. ou 5o. lugar.

A Portuguesa tem um time bastante ajeitado, que não deve nada a ninguém. No entanto, a saída de Edinho, a audiência de uma grande torcida e a falta de estrutura dos jogadores, que não estão acostumados à decisões, são fatores que, combinados, devem impedir a Lusa de levantar seu primeiro caneco nacional. Só consigo imaginar a Portuguesa em 4o. lugar.

Surgem, então, três favoritos ao título. Vasco da Gama e Internacional são os favoritos para fazerem a final, mas com o Atlético-MG correndo por fora. A equipe mineira vem conseguindo pontos preciosos fora de casa, e possui um craque, Valdir, em grande fase. Pode finalmente ser campeão brasileiro depois de 26 anos na fila. Mas há dois empecilhos.

O primeiro se chama Internacional. A equipe gaúcha possui vários pontos ao seu favor: um grande goleiro, uma zaga segura, um meio-campo eficiente e não um, mas dois matadores competentes, Fabiano e Christian. E, principalmente, o grupo funciona, e não é só os destaques individuais. Sem falar no técnico, uma surpresa positiva.

O segundo é o Vasco, que hoje é o grande favorito. Edmundo e seus 24 gols na fase de classificação já bastam para justificar esse favoritismo. Mas tem mais: a mescla de veteranos, como Evair e Mauro Galvão, com a prata-da-casa, sob aregência de Antônio Lopes, resultou numa boa equipe, que provavelmente venceu todos os times acima citados.

Portanto, a final deve ser Vasco X Inter, com, eu admito, um leve favoritismo para a equipe cruzmaltina. Mas todas as outras equipes também têm chances. E isso é o melhor do futebol: ele sempre será imprevisível.

Guillermo A. B. Rivera é acadêmico do 3o. ano de jornalismo da UFG.

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