O marxismo não acabou
Eduardo Horácio Jr.
- Tenho ouvido ultimamente muitos afirmarem, categoricamente, que o marxismo acabou junto com a queda do muro de Berlim.
- Sempre lembro do determinismo histórico do neoliberal extremista Fukuyama, que descobriu o "fim da História", quando escuto isso.
- Admito que a teoria marxista é incompleta para explicar o mundo de hoje mas é ainda atual como crítica do capitalismo. Nao há como desprezar o nexo entre lógica econômica, alienação, antagonismos de classe e desigualdades internacionais.
- Defende-se a direita de uma forma sutil, desarmando a crítica de esquerda para fazer, indiretamente, uma apologia ao neoliberalismo hoje vigente.
- Posso estar errado mas penso que o marxismo crítico é um meio superior ao conveniente ecletismo social-liberal. Este último propõe respostas que apenas reiteram certezas conformistas e espetam os marxistas com clichês preconceituosos.
- Anuncia-se que o socialismo teve vida curta. É uma generalização perigosa. O socialismo democrático ainda não foi experimentado no mundo, apenas o ortodoxo (que fechou a economia e implantou o coletivismo autoritário). A Revolução Cubana foi um exemplo disso. Não foi feita por operários e nem respeitou a seqüência de etapas previstas na teoria.
- Tudo bem que o momento de alimentar ilusões comunistas já passou, mas creio que o de criticar o capitalismo não.
Eduardo Horácio Jr. é acadêmico do 3o. ano de jornalismo da UFG.
- Mande um e-mail para Eduardo Horácio Jr. ou para a direção do jornal.
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