A eterna busca da felicidade
Nazareth L. de Paula
- Estamos sempre a procura da tão desejada "felicidade". Pelo dicionário essa palavra significa "estado de contentamento". Mas será que é apenas isto? Não. Acho que não é tão simples assim.
- Talvez o problema esteja na necessidade que temos de dar nome a tudo. Quando damos nome a determinadas coisas, temos a impressão de que podemos tocá-las. Mas certas coisas não são palpáveis. E o que pode ser tocado certamente é mensurável no tempo e no espaço. Então, começamos a querer medir tudo: felicidade, amor, sofrimento, etc. Enfim, passamos a dar formas aos sentimentos, sendo que estes são completamente abstratos. É aí que se inicia a incessante busca da felicidade.
- A partir deste momento, deixamos de viver o presente e nos entregamos a um futuro supostamente paradisíaco. O que procuramos, na verdade, é apenas um nome. As pessoas não percebem que a vida na Terra é um grande enigma. Não sabemos por que estamos aqui e nem para onde vamos. A única certeza que temos é a de que estamos aqui nesse momento.
- Por que, então, nos entregarmos a uma felicidade que se encontra no futuro? Este, quando o alcançamos, transforma-se imediatamente no presente. Algumas propagandas comerciais dizem: "invista no seu futuro!". Que tal se mudássemos esta frase para: "invista no seu presente!". Pois, se a felicidade realmente existe, não a encontraremos em outro lugar a não ser no presente.
Nazareth L. de Paula é acadêmica do 3o. ano de jornalismo da UFG.
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