A forma de trabalhar uma criança
pode seguir muitos métodos distintos. O método adequado depende
muito do terapeuta e também das condições e capacitação
da criança.
Uma observação
inicial que pode ser feita é que assim como a flor nasce, o peixe
nada e o pássaro canta, a criança deve engatinhar, andar
e falar, nesta sequência. São seus impulsos naturais. Quando
ela falha no desenvolvimento esta também deve ser a sequência
a ser seguida no seu trabalho terapêutico, segundo apreciação
do Dr. Doman, notável especialista americano, autor do livro O
que fazer pela Criança de Cérebro Lesado.
É importante se obervar
que o Dr. Doman chegou ao seu método depois de uma longa "viagem
através do fracasso". Depois de trabalhar, durante anos, com crianças
deficientes, segundo os métodos então tradicionais, chegou
a uma "conclusão absolutamente espantosa: As crianças que
tinham permanecido sem tratamento estavam imcomparavelmente melhores do
que as tratadas por nós". Buscando razões deste fracasso,
através da observação, que as mães que não
lhe deram ensejo de imobilizar os fihlos pelo tratamento, levaram-nos para
casa, puseram-nos no chão e permitira que eles fizessem o que lhes
aprouvesse. Estas crianças, por instinto, passaram a rastejar, engatinhar,
obtendo melhoras consideráveis. O seu método nasceu daí
e visa estimular a evolução natural da criança.
O método do Dr. Doman,
que tem muitos seguidores no Brasil, prevê um programa de exercícios
que chega a ser extenuante, mas que tem se revelado eficaz e está
descrito na obra acima citada, que indicamos para leitura.
A terapia do abraço
vem sendo empregada e defendida com crescente entusiasmo por um grupo bastante
numeroso. A revista Communication da National Autistic Society de
junho 89 apresentou um artigo de Michele Zappella (Psiquiatra) e John Richer
(Pediatra) que resumimos a seguir.
O holding é
uma forma de intervenção intrusiva cujo objetivo é
reduzir o isolamento social, aumentar a comunicabilidade e desenvolver
laços de união. O holding deve ser sempre parte de
um pacote maior de terapias, mas parece ser uma eficinete de desenvolver
as condições da maioria das crianças autistas e de
remover comportamentos indesejáveis. Welch desenvolveu esta forma
de terapia como parte de uma ampla abordagem.
Ainda não está
claro como a holding atua, porque a eficácia depende de quem
a aplica e qual a interrelação com as demais terapias aplicadas
simultaneamente. O fato é que se obtém resultados, independente
de gravidade do autismo. Vamos dar um exemplo:
"Uma criança com 1
1/2 ano foi diagnosticada como autista e colocado em um programa de um
hospital escola, onde ficava a maior parte do dia com outras crianças
autistas. Depois de dois anos ela se apresentava seriamente retardada e
com comportamento fortemente autístico, com péssimo prognóstico.
Foi submetida então a tratamento envolvendo interações
físicas acentuadas, com Michele Zappella. Depois de 6 meses o comportamento
social da criança estava dentro da faixa normal da idade. Este exemplo
é uma ilustração e não pode, evidentemente,
ser apresentado como evidência."
Deve ser lembrado, inicialmente,
que existem muitas variações de terapia do abraço.
De um modo geral porém são elementos comuns: