Cadê a diversão goianiense?


Rafael Ortega

Uma cidade que enfrenta hoje problemas de uma grande metrópole está se destacando pelo seu rápido crescimento e desenvolvimento. Goiânia, ainda teoricamente considerada uma capital regional, segundo estudiosos da hierarquia urbana brasileira, exerce uma grande influência em todo o Centro-Oeste e uma significativa participação na economia nacional. Porém, a cidade ainda sofre com alguns problemas substanciais, e a questão do turismo e lazer é considerada uma dessas deficiências. 

Percebemos que, atualmente, a cidade de Goiânia está praticamente isenta de atrações que despertam a atenção do goianiense e muito menos do brasileiro. Fotos símbolos e pontos turísticos estão totalmente ausentes nessa cidade que, na fama do acidente radioativo e da roça asfaltada, constrói sua imagem vinculada ao Rio Araguaia e ao manancial hidrotermal de águas quentes, que nem estão presentes em tal cidade. Símbolos, novos lugares e estruturação dos que já existem são realmente necessários nessa cidade que parece viver para o trabalho, no período comercial, e na solidão, no período de festas, férias e/ou feriados prolongados. Aqui, comemorações em geral são realmente banais e chulas: o carnaval é fraquíssimo, mesmo se comparando a realidade da cidade; na Semana Santa ocorre um processo de desertificação na cidade; e no Reveillon? A audiência goiana para os canais de TV é recorde. 

Assim ficamos loucos! Para onde ir? O que fazer? Se decidimos então curtir as potencialidades turísticas de Goiânia, voltamos decepcionados. No famoso zoológico, os bichos estão estressados (da apatia?). No Mutirama o descaso é total e a diversão é obsoleta, com brinquedos que atravessam gerações (que lindo!...), na Praça Cívica (não! temos medo) e nos shoppings (ah, “dinovo”). Então, a diversão em Goiânia se resume em Feira agropecuária, CarnaGoiânia e em reuniões familiares aos domingos, contando casos turísticos ou planejando viagens. 

Então, percebemos que a falta de uma política séria em torno da estruturação e tal área é total. O que nos resta então é esperar pela construção da praia artificial na saída de Bela Vista e, se o projeto não sair, não devemos nos “estressar”, para não cansarmos mais do que já estamos. 
 

Rafael Ortega  é estudante do 1o. ano de jornalismo da UFG.

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