Dragão sem fogo
Como um mau planejamento leva a um vexame histórico



Guillermo A. B. Rivera

Chegamos apenas à metade do ano 2000, e muita água vai rolar no futebol, dentro e Fora do Eixo. Porém, para os torcedores do Atlético Goianiense, uma das equipes mais tradicionais de Goiás, 2000 pode nem ter acabado, mas com certeza será lembrado como o pior ano do rubro-negro em toda a sua história.

No início do Goiano, o Atlético estava receioso em abrir seus cofres para investir no futebol. Sem pretensões de tentar derrubar o gigante Goiás, tudo que o Dragão Campineiro (conhecido assim por se localizar em Campinas, tradicional bairro de Goiânia) queria era se manter na Primeira Divisão do Goiano, se classificando entre os oito em cada turno. Pra isso, montou uma equipe modesta, sem gastar muito.

O que o presidente atleticano Alencar Júnior não se deu conta foi que o time era modestíssimo. No Primeiro Turno do Estadual, o Atlético não só deixou de se classificar entre os oito como ficou em penúltimo, ocupando a 13a. colocação com míseros 8 pontos. Foram apenas 4 pontos a mais do que o Itumbiara, que foi o saco de pancadas do Goianão. 

Desesperado, Alencar abriu sua polpuda carteira e injetou dinheiro para valer na equipe. A injeção deu resultado, e o Dragão fez bons 20 pontos no Segundo Turno, se classificando entre os oito. E quando foi eliminado, o foi pelo Goiás, o maior clube goiano da atualidade, em dois jogos disputados. Porém, o estrago feito no Primeiro Turno foi tão grande que mesmo com 28 pontos o Atlético foi rebaixado. O vexame foi ainda maior porque o Atlético era, juntamente com os gigantes Goiás e Vila Nova, a única equipe do Estado que nunca havia descido para a Série B local.

E não foi só isso. O Atlético sofreu, no dia 28 de maio, a maior humilhação de sua história. Foi uma goleada vexaminosa, que doeu ainda mais por ter sido aplicada por um time pequeno. O Dragão Campineiro perdeu em seu acanhado estádio particular, o Antônio Accioly, por 8 a 0 para o pequeno Minaçu. Era o prego que faltava no caixão rubro-negro.

A única coisa boa que se tira desta triste história é o fato de que a diretoria do Atlético parece ter aprendido com seus erros, e não parece repeti-los. O planejamento para a Segundona do Goianão já começou, mesmo a dois meses do início do certame. E os jogadores que deram um impulso no time no Segundo Turno devem ser todos mantidos, além de poucas mudanças. Entre elas está o atacante Careca, a estrela de um certo Atlético e Minaçu ocorrido no dia 28 de maio.?
 

Guillermo A. B. Rivera é estudante do 4º ano de jornalismo da UFG.

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