Os monstros e o povo
Diego B. de Mendonça
Monstros do poder
perante a sua ferocidade
onde vamos parar?
Podres são suas entranhas
fétidos são seus caminhos
e infinitas são nossas esperanças
usando o medo, nos domina
e nos dominando, degusta-nos
com sua gula desesperada.
Com sua enorme envergadura
encurrala-nos, nos acuando
cada vez mais e mais
e não tendo nós, pobres criaturas,
como fugir, temos nossas almas
escravizadas por suas garras
enojadas por assassinatos e mentiras.
Mas por onde anda a justiça
neste mundo louco e inconseqüente?
Cercado de bichos carniceiros
esperando o nosso tombo.
Por onde andam os heróis?
Seres destemidos que com
suas espadas vencerão os monstros
e nos libertarão de suas correntes.
O que se pode dizer é que não existem.
Não existem materialmente,
mas existem sim, dentro de nós
os verdadeiros heróis
dormindo um sono profundo
aguardando o estopim.
Os monstros temem o conhecimento
por isso, ignorância é a sua tática
os monstros temem a união
pois sabem que aí está a sua derrota
os monstros temem a juventude
pois sabem que energia e disposição
são armas letais no campo de batalha.
Mesmo com tantos caminhos
será que conseguiremos adentrar
suas medonhas cavernas e
estabelecer nosso trono?
Sendo devorados, esperamos com tensão.
Há de vir a revolução!
Diego B. de Mendonça é estudante
do 1º ano de relações públicas da UFG.
Mande um e-mail para a direção
do jornal.
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