Falta do que fazer ou falta de como fazer?
Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro
- Estou escrevendo porque não consegui ficar quieto quando li o texto "Não me atrai", de Marcus Bessa, publicado no último INTEGRAÇÃO.
- Como agir num país que se traveste de democrático? Um país em que as oligarquias da comunicação estão nas mãos de políticos ligados ao 'pensamento único', ao 'fim da história'? A 'imprensa' pode ser livre para achincalhar qualquer um impunemente, mas o proletário não tem acesso a ela para defender seu ponto de vista.
- Uma forma de escapar dessa falsa liberdade, é participar de movimentos sociais e lutar por uma imprensa que esteja a serviço do povo, e não do deputado ou senador submisso à ordem constituída, mantida à custa de nossa miséria. Daí a importância de mantermos rádios e TVs comunitárias, além dos tradicionais boletins e demais formas de comunicação impressa.
- Mas isso não basta. Além de serem formas de pressão e agitação, greves e manifestações são a válvula de escape da maioria 'ignorada' pelo pensamento oficial. Manifestações regionais ou nacionais também se constituem em oportunidades para que lideranças saiam da perspectiva restrita, de quem luta no seu dia-a-dia, para entenderem de forma mais ampla a luta em que estão engajadas.
- Mas tudo isso é ignorado pela imprensa oligopolizada. Fácil é passar a imagem de 'vagabundos', 'radicais', dos que ousam levantar a voz contra a falsa aparência de nossa sociedade.
- Governo para o povo e pelo povo, só existirá quando o poder estiver em suas mãos. Nesse sentido, apenas uma sociedade de base econômica socialista garantirá democracia de fato.
- Como bem 'diz' a canção: "Liberdade: não se compra, não se ganha, se conquista a cada dia".
Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro é técnico em Processamento de Dados em Curitiba (PR).
- Mande um e-mail para Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro ou para a direção do jornal.
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