Que mal há em pensar demais?

André Bessa

Ao ler o INTEGRAÇÃO do mês de setembro fiquei muito admirado com a qualidade do mesmo e me senti muito feliz por encontrar artigos bem escritos e, ainda, por saber que muitos desses foram assinados por uma turma especial. E já que este jornal é livre, quero fazer aqui uma lista abraços. Desejo mandar um grande abraço para meus caros amigos: William Bonfim, Alenor Alves, Giordano Maçaranduba, Fausto Barbosa, Eduardo Horácio e outros.

Um outro motivo que me trouxe a este artigo foi o texto de Paola Franco - O mal de pensar demais. Segundo ela, um texto sem importância e sem proveito nenhum.

Não sou um especialista em psicologia, nem é minha intenção. Porém, acredito que a estudante Paola está no caminho certo. Assim, vou escrever diretamente a ela. Paola, que bom você tem autocrítica, e considera seus textos infantis e mal escritos, somente assim você pode correr atrás do que lhe falta (que jogue a primeira pedra quem nunca escreveu besteiras ou cometeu erros na escrita). Não tenha medo de mostrar seus sentimentos, ação de que muita gente se esqueceu nos dias atuais. Deixe de admirar as pessoas de maneira que lhe faz sentir-se inferior, pode acreditar, a maioria consiste apenas em aparências, nada mais. Nada é mais nobre que assumir os próprios erros e medos. Acredite mais em você. Viva mais o presente porque é ele que te garante o futuro. Esqueça-se de que existem pessoas te criticando. Exponha-se mais. Seja humilde, mas não se arrependa do que faz. Se foi algo errado, conserte e siga em frente. Só é bom quem acredita em si mesmo e no que faz. Este é o momento de aprender, de errar e, principalmente, de criar e inovar. Aliás, você não está estudando para isso? Para que serve a Universidade?

Paola, como você afirmou no texto: "...eu decido me despir em público para tentar descobrir algum coitado que me entenda". Pois saiba, não me sinto um coitado. Sei que também tenho problemas, e principalmente com o "português correto", mas estou sempre tentando melhorar. Porém, sem me comparar com os inatingíveis - maravilhosos do seu texto. Pensar demais não é problema, o problema maior é agir de menos (não sei se é seu caso). O que é ser bom afinal? Reproduzir a mesmice do nosso mundo? Mostrar o que somos ou o que os outros querem que sejamos? Sem ser egoísta, não existe nada, nada mesmo, mais importante do que nós mesmos. Se você não gostar de você, quem vai gostar?

Paola, entre tantos textos, muito bem articulados, incluindo o seu, alguns falando de socialismo, shows, Deus, esquerda... eu ainda fico com o seu, pela sua coragem. Fique sabendo, ninguém é perfeito. O bom é pensar demais, contudo, à noite colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. Pense nisso.

André Bessa é radialista formado pela UFG e estudante do 1o. ano de letras (espanhol) da UFG.

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