Réplica aos homens de cavanhaque imaginário
Luiz Roberto Cupertino
- Quem leu o último INTEGRAÇÃO deve ter pensado consigo que esse tal de Luiz Roberto é estúpido mesmo. Este texto pretende mostrar que o que disse no agora famoso nacionalmente "O milagre oculto do Socialismo" é verdade, apesar dos faniquitos que chegaram de todas as partes do Brasil (julgo que estou famoso). Vamos por partes, pois foram muitos os inimigos que angariei.
- Primeiramente gostaria de dizer que não sou tão ingênuo a ponto de achar que toda a esquerda é comunista, ou marxista ou x ista. Evidente que há pessoas na esquerda, apesar de poucas, que compreendem a situação com inteligência. Essa última parcela, no entanto, quase inexiste. Parece que ficou bem claro no meu texto que tipo de "esquerda" critico. Dito isso, vamos aos desafetos.
- Ao garoto do 2º grau nada tenho a dizer sobre o conteúdo teórico de seu texto. Qualquer um sabe que o que você disse em seu texto é uma tautologia. Evidentemente que a situação dificilmente se auto-aniquilará do poder, será sempre uma oposição que o fará. Apenas gostaria de te dizer que não freqüento festinhas, não bebo, não fumo e não uso drogas (apesar de seu texto). E gostaria ainda de te dizer que, como aspirante a um cargo na universidade, você deveria se informar mais sobre os cursos. Filosofia são quatro anos e não cinco. Mas o fato de que você desconheça a filosofia me dá um certo alívio.
- Gostaria de começar efetivamente pelo mais sensato: Ricardo Stumpf. Primeiramente eu agradeço pelas partes de seu texto em que você reconhece algumas verdades. Mas o senhor foi profundamente infeliz ao dizer que não conhece os dados das mortes na China e seguir dizendo que não é verdade que o socialismo matou mais gente que o nazismo. Como é sabido, a cada cinco seres humanos, um é chinês. E sabemos que Mao era mau.
- O mais enfezadinho chama-se Paulo Henrique. Não me espanta que um militante tão assíduo do PC do B na verdade seja um ditador. Começa seu texto dizendo que eu só escrevi o meu confiando na impunidade que nos é dada pela liberdade de expressão. Por este pensamento, é preciso punir aqueles que discordam do nosso companheiro. É um forte indício de que nosso comunista é um censor impiedoso. Quer vetar todas as opiniões contrárias à sua. Isso me deixa mais aliviado, pois demonstra a quem tem suficiente perspicácia o tipo de pessoa que eu estava atacando e porque o comunismo deu no que deu. Ainda me acusa de nazista. O senhor PH tem muita dificuldade para compreender textos, e muita imaginação para postular hipóteses absurdas. Parece que ficou bem claro que morte é algo que eu abomino. De você, caro PH, não posso dizer o mesmo com tanta certeza. Ainda bem que você não sabe meu endereço, senão eu ficaria com medo de você se dispor a sair de Curitiba para vir aqui em Goiânia tirar a minha pacata vida. Faz ainda apologia da concretude, sendo que seu ideal, no único momento em que tentou se concretizar, seja nas mãos de quem for, fracassou vergonhosamente. Você é realista e eu sou lunático? E ainda se diz amigo da democracia. Mui amigo...
- Eduardo Horácio é uma pessoa que respeito muito por ser apologista, e creio que o faça com sinceridade, da justiça social. Nesse ponto concordamos. Gostaria de dizer a você, meu caro Eduardo, que respeito suas idéias, apesar de te achar excessivamente preso ao nome do senhor Lula. Você sabe melhor do que eu quem são os homens inteligentes da esquerda. Não posso, no entanto, deixar que você invente coisas a meu respeito. Eu não sou contra o debate democrático de idéias. Já reli o meu texto dezenas de vezes e não consegui achar o ponto em que digo isso. Você parece o companheiro PH, dizendo que quem discorda de suas idéias é criminoso, o que sugere que quem é contra o debate são vocês. Por isso digo que você foi extremamente infeliz. Aliás, esse texto tem "réplica" no título.
- O mais inocente de todos é Sidartha Silva. Ele quer que eu ame o saber, pois julga que eu não amo. Segue-se daí que só os marxistas amam o saber. Eu me recuso a comentar de forma séria o artigo de um sujeito que faz tais reivindicações. O resto é a mesma lorota de sempre. Para ele, quem matou foi só Stalin, só fala em Stálin, Stálin, Stálin. Depois disso, diz ainda que sou limitado intelectualmente (leia-se não-marxista), no que eu concordo com ele. Na verdade, senhor Sidartha, eu estudo muito para um dia ser como o senhor: um superintelectual.
- Concluindo: tudo na mesma, nenhuma novidade. A mesma ladainha de distinção entre o real e o ideal (como se em matéria de moralidade valesse muita coisa aquilo que não tem como se realizar), o senso comum e o patamar do sabe-tudo, os mesmos preconceitos e traços despóticos recônditos. Me foram atribuídas muitas leituras que não fiz, e me foram recomendadas inúmeras leituras para que eu me transforme em um deles. Querem que eu leia mais. Isso é digno de uma homérica gargalhada.
- O barco da falta de bom senso segue rio abaixo. Só queria dizer que nesse barco eu não entro. Pois, se ele virar, não vou conseguir nadar em sangue.
Luiz Roberto Cupertino é estudante do 5o. período de filosofia da UCG.
- Mande um e-mail para Luiz Roberto Cupertino ou para a direção do jornal.
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