Os milagres ocultados do socialismo
Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro
- Este arrazoado é uma resposta à sofistaria "O milagre oculto do socialismo", escrita por Luiz Roberto Cupertino - estudante de filosofia em Goiás. Faço questão de não ocultar em que campo me encontro: sou militante comunista-marxista-leninista, filiado ao Partido Comunista Brasileiro - PCB.
- Luiz Roberto escreve apostando na impunidade. Impunidade garantida a todos os "intelectuais" que, na esperança de um futuro promissor, utilizam sua "caneta" para repetir sofismas há muito desmascarados. Deliberadamente não farei comentários à sua recorrente utilização de "neurônios", pois fica claro que Luiz Roberto não tem consciência de que não basta ter neurônios, há que se ter sinapses! Nada mais monótono que criticar alguém arrogantemente ignorante no que escreve...
- Para começar, "joga no mesmo saco" socialistas e militantes de esquerda. Um mínimo de leitura sobre a Revolução Francesa faria ele descobrir que "direita" e "esquerda" são conceitos ligados a atuação parlamentar. Outro tanto de leitura e ele perceberia a diferença entre "socialistas", "comunistas" e "esquerda".
- Muito embora o termo "socialistas" seja muito abrangente, o contexto do discurso delimita bem o grupo de socialistas a que Luiz Roberto se refere, ou seja, marxistas-leninistas. Isto esclarecido, retomo minha argumentação.
- Sendo extremamente desinformado, utiliza-se da mentira contida em "O Livro Negro do Comunismo": 100 milhões de pessoas mortas pelos comunistas. Em dezembro de 1997, "Le Monde Diplomatique" publicou quatro artigos que economizarão espaço na contestação de todas as mentiras ainda presentes no senso comum. Sequer sua tímida defesa do nazismo merece consideração.
- Em certo trecho de seu texto afirma que capital e burguesia são entidades abstratas. Ora, em que mundo vive Luiz Roberto? Uma relação social CONCRETA como o capital ser tachada de abstrata por um estudante de filosofia é um absurdo. Só os que têm medo da realidade é que afirmam tal coisa.
- Como péssimo sofista que é, tenta igualar comunistas com neoliberais, comunistas com nazistas, comparando o incomparável. "Basta de FHC" (o partido em que atuo conclama a "Fora FHC") é interpretado na pessoa do atual presidente brasileiro. Independente de quem esteja na presidência, o poder está nas mãos do GRUPO a que ele pertence, sendo que "grupo" deve ser entendido como a ALIANÇA que está no poder. Sendo assim, quando se critica "FHC" (o homem que virou sigla), critica-se, sim, o grupo, e não apenas a pessoa.
- Por fim, a conclamação digna da TFP: "odiar os comunistas", pois são "assassinos" que devem ser cuidados pela Justiça. Finalmente, Luiz Roberto se revela. Ele tem plena consciência da luta de classes, pois se posiciona violentamente, ainda que não admita.
- Aos amigos da democracia (ainda que nesta versão primitiva, do tipo república parlamentar), um lembrete: o atual grupo político no poder tem o Congresso nas mãos, tem a Constituição que quiser, tem o apoio da maior potência militar do planeta (é só pedir), tem o irrestrito apoio da oligarquia dos meios de comunicação e informação, e tem o apoio de pessoas dispostas a defender tudo o que for "modismo"...
Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro é técnico em Processamento de Dados em Curitiba (PR).
- Mande um e-mail para Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro ou para a direção do jornal.
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