Amar para quê?

Geraldo Neto

Vivemos numa sociedade baseada numa certeza de que o AMOR é o eixo central da nossa existência. Mas na verdade, existe este sentimento? Existe? Para quê? Para quem? Não, não me venha com bolodórios. Já diria o Poeta, sou um rapaz, latino-americano... sem nenhum puto no bolso...nem no banco...vago nesta terra sem dono e cheia de Donos...

Não, não, não ( , ) `tô a fim de parar...vago por esta terra em busca de algo, de alguém que não sei se existe...procuro por algo que só existe em mim! O que é este algo? É amor? E o que é amor? (Parece que já vi este texto em algum lugar) Pelo que sinto é um sentimento que tortura, que corrói a pessoa por dentro. É um sentimento que eu não sei se queria ter nascido com ele no meu interior. Mas por que é tão ruim amar assim? Não sei, se soubesse não estaria amando...Vejo apenas uma luz no fim do túnel, ou é uma saída ou um trem na contramão. E este trem se chama amor - então vem, e me mata. Um sentimento que move e mata a humanidade. Por que que sinto isto, meu Deus? Eu lhe pedi para sofrer assim? E amar é sofrer? Às vezes não, às vezes eu nunca conheci este tal AMOR. É, deve ser isto. Se o amor é o fogo que move a humanidade, POR FAVOR, não quero morrer queimado por este sentimento tão bom e tão ruim. É uma sensação fulminante e contínua de não mais existir...já disse isto uma vez e agora me questiono: teria eu direito de não mais querer existir? Teria eu o direito de pedir para não amar? Não sei... só sei que a única saída desta vida de sofrimento é a morte.

Geraldo Neto é estudante do 3o. ano de radialismo da UFG.

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