O amor
Walter de Paula Ramos Jr.
- O amor é imortal, pois o homem vive com esperança de satisfação, em maior ou menor dimensão, com desejo e vontade de felicidade eterna.
- O gostoso de amar é a intensidade realmente bela por supremacia e forte como um deus que "anima" de vontade de viver eternamente, transcendentemente. É o alimento essencial pulsando; nutrindo, subtraindo simultaneamente o sensível que soma ao homem abalando a estrutura emocional, causando uma sensação energicamente positiva, pura, como se olhasse para dentro de si próprio e quisesse virar-se do avesso mostrando a beleza silenciosa que grita emoção.
- O venerável deus mais antigo e benéfico plantando e abalando o caos da terra, enchendo a presença de dignidade e obediência naturalmente disciplinada pelo amor. Garantido pelos deuses, coragem e dedicação, alcançando o mais alto mérito, aquele que pode levar à virtude, sendo homenageado pela felicidade tanto na vida como na morte, exaltando sua divindade celeste... Amor é missão de qualidade e atitude não censurável, merecedora de elogios, que atribuída em si mesmo, não é vergonhoso; exatamente como nossas ocupações de momento, importando apenas o modo como você normalmente se comporta sob o efeito de tal sensação... O que é realizado com beleza torna-se belo.
- A propósito, regras e comedimento como conveniência e costume: à causa mais bela; é oferecer ao amado provas de amizade, ternura, carinho e respeito.
- Dotado de liberdade, o amante não encontra motivo de infâmia na escravidão, e não percebe o servilismo voluntário, dedicado, encaminha para a sabedoria, desejando progredir, excedendo em beleza, cultuando a vigilância de si mesmos, tornando-os assim melhores e honrados.
- Não há o silêncio, há ausência de palavras! O amor é concórdia entre você e seus pensamentos.
- No amor, como na música, há harmonia e ritmo; e são fenômenos estruturados a manifestar em melodias, criando interpretações sutis, educadas, moderadas, em composição a estímulos prazerosos, sentidos pelo corpo e tocados pela alma.
- Consagrar-lhe-iam templos e altares sumptuosos, oferecendo sacrifícios de maior valia, homenageando o amigo dos homens (Deus), prevenindo a cura da alma, alcançando a suprema felicidade da espécie, de natureza humana e suas variáveis mutações; inteira e globular à procura infatigável à sua semelhança. A atração temperante se revela à aspiração ao todo, impondo respeito ao filho do casamento faminto; que lhe é próprio restaurar incessantemente. Dons de que provêm efeitos, causados pela ordem de delicadeza a estabelecer morada branda com a alma, merecedora do mais alto grau de referências: justiça, temperança, coragem, sabedoria. Quando dominadas essas virtudes, tornar-se-á um vencedor refletindo, "o mental mais nobre" que se encontra sem omissões a evitar.
- Desatento aos maus e propício aos bons, requintado às paixões, contemplado pelos sábios, admirado pelos deuses, incapaz de malquerenças, amável, afável e alegre, acompanhado por um sentimento de familiaridade, cantando belos hinos, o corifeu companheiro e salvador, que todos os homens devem seguir.
- Intermediário e genuíno, fascinando o espírito livre, e aceito por quem possui atribuições divinas, reconhece o que se passa entre os homens e os deuses; unânimes em brincadeiras e gravidades, intui a realidade verdadeira a todos, sem exceção, anuncia e transmite contato uns com os outros; o todo se une consigo mesmo, recompensas em paga dos sacrifícios por via dele, se realizam as várias formas, adivinhação e prática, encantamentos e augúrios, magia de todo o gênero, expressando aos homens dormindo ou acordado.
- Sedento de saber e inventivo, é como um choque elétrico; floresce e vive senhor dos seus recursos, morre para voltar de novo à vida. Há nele inteligência e abundância, que lhe acha e escapa sem que o perceba. Nenhum deus ama o saber ou deseja ser sábio, pois que já o é. Filho do engenho e da pobreza, indigente, rude e seco, descalço e sem morada, desprovido de vaidade, herdeiro da natureza mãe, inseparável da ardileza do pai em procura do que é belo e bom; ousado e persistente, sempre a arquitetar qualquer armadilha, aprimorando a arte da caça, astucioso e objetivo, persegue a procura de satisfazer seus desejos como quem procura o que mais ama.
- A alma se liberta em contato com o belo, saltando o impulso de imortalidade, pleno de seiva, ansioso pela fecundidade e pela imanente transcendência individual, própria desde a infância, um esforço; um rebento de si mesmo; (desejo de imortalidade)...
Walter de Paula Ramos Jr. é estudante do 3o. perído de filosofia da UCG.
- Mande um e-mail para a direção do jornal.
Primeira -
Anterior -
Próxima -
Última
© 1997 1998 1999 Jornal Integração Todos os direitos reservados
|