O dono do jogo
Wildener Monteiro Rodovalho
- Gostaria de me atrever a escrever mais uma vez a este jornal. Digo assim pois, sinceramente minhas opiniões vão de encontro a de muitos escritores aqui. Mas, tenham certeza, respeito a opinião de todos, sem exceção. Faço parte de uma minoria que acredita na força sobrenatural de um Deus. Um ser que sabe todas as coisas, está presente em todos os lugares e amou este mundo a ponto de entregar Seu Filho para que fosse crucificado por expiação de nossos pecados.
- Estava decidido que escreveria um artigo para o INTEGRAÇÃO este mês. Não sabia exatamente o tema, quando, ao folhear o jornal de julho, me deparei com um texto escrito pelo estudante do 2º ano de jornalismo, Leandro Quintanilha Santana, onde no título escreveu "As regras do jogo".
- Leandro me deu a impressão de estar bastante confuso e indeciso sobre questões que, mais dia ou menos dia, nos pegam despreparados. Se não tivermos uma idéia clara a respeito, é possível que muitas perguntas não tenham resposta, assim mesmo como ele as deixou. Mas, alguém perguntaria, o que tornou Leandro tão inquieto? Permita-me o autor que eu transcreva algumas indagações aqui: "Quem é Deus? Ele existe? E se forem vários? E se Ele não for bom? Será que "Ele" não pode ser "Ela"? Mas será que Deus tem sexo?" Se fosse fazer uma dissertação sobre isso, seria preciso todo um livro. Mas vou procurar me ater ao espaço que aqui me é reservado, tentando comentar essa parte específica do artigo.
- A princípio, devo parabenizá-lo porque foi capaz de expressar as dúvidas de várias pessoas e, ao final, as reações que elas tomam em face destas dúvidas. Realmente, se formos generalizar, a situação em que a sociedade se encontra é de incerteza quanto à existência de Deus, o sentido da vida, o pós-morte e outras indagações levantadas naquele texto.
- A minha colaboração nessa história não será a de convencer o escritor de minhas respostas. Isso depende somente dele e daqueles que, porventura, encontram-se na mesma situação. É certo que, hoje, há mais aqueles que questionam do que aqueles que respondem. E, nesse meio, ficam os que não tomam posição alguma. Estou aqui para dizer no que acredito. Estou tranqüilo. Sei que falarei a verdade. Seria como peregrinar pelo mundo procurando o caminho certo e, de repente, o encontrar. Melhor ainda: ter certeza de que se está na direção correta.
- Leandro, Deus existe, sim. Sua dúvida o afasta Dele. Para sentir a Sua existência (pois não é possível vê-Lo), você precisa acreditar Nele e, acima disso, convencer-se de que é criatura Dele. O orgulho do homem, a sua vontade de ser superior, o impede de se curvar diante da magnitude e da imensidão de Deus.
- Ele é único. Não existem deuses que possuem, cada um, a sua responsabilidade diante do mundo: deus do trovão, deus do mar, deus do vento ou, como já se acreditou, deus da guerra. Acreditar em deuses seria voltar aos tempos greco-romanos. O verdadeiro Deus, criador de tudo que existe, tudo que é natural e tem vida, naquela época mostrava o Seu poder diante de um povo escolhido para ser Sua testemunha. Nenhum outro povo teve tão grandes provas de Sua existência, unicidade e poder. Hoje, ele é o mesmo e sempre será.
- O autor questiona se Deus é bom. Respondo: Ele é. Para isso, basta lermos a Sua Palavra em Salmos 34.8, onde está escrito: "Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia". Esse é um belo desafio para você Leandro. Faça uma prova com Deus e tire suas conclusões. Acredite Nele e peça Sua ajuda. Você verá que Ele não falha em Suas promessas.
- Para terminar, meu caro, Deus não tem sexo. Parece óbvio dizer isso. Ele está acima da idéia humana de sexualidade, pois não precisa dela. Aliás, a diferença entre macho e fêmea foi criada para suprir necessidades dos seres vivos que não existem no Ser divino, as de companheirismo e reprodução.
- Talvez muitos ainda se recusem a entender ou a acreditar em tudo o que coloquei aqui, mas isso também é compreensível para mim. É necessário olhar para as coisas espirituais de uma forma diferente: com o coração. Porque elas estão separadas das coisas materiais, daquilo que vimos e que é concreto. A partir do momento em que passamos a compreender o mundo espiritual, tudo começa a fazer sentido.
Wildener Monteiro Rodovalho é estudante do 3o. ano de ciência da computação da UFG.
- Mande um e-mail para Wildener Monteiro Rodovalho ou para a direção do jornal.
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