Sociedade

Adriana Costa Almeida

Sociedade, Registrei você na minha Rollerflex, registrou-se a sua imensa estupidez...

A aldeia global em que vivemos pode até não estar à beira de um colapso sideral , talvez temerosa pelo fim do milênio e até com teorias científicas, apontando para o sugestivo e cineástico "Armagedon", que a telinha e os telões já mostraram. Podem até se dar conta da revolução tecnológica e da era da inteligência emocional da humanidade , mas "Terra ainda é muito adolescente para assunto adulto como é a "Comunicação Social"! Trote? O que é isso? "Aurélio" diz uma coisa, comunicadores, entre diversos profissionais da área dizem outra, linguistas ainda dizem mais e educadores saboreiam a tal palavra em um paladar de descrédito, entre o gostinho ingênuo da "brincadeirinha" e o sabor acre da morte. Trote se mistura com morte, ignora a ingenuidade e promove a polêmica no senso público: "Estudante universitário é ser pensante ou psicopata?" Pano pra manga para os tais psicólogos, sociólogos e antropólogos que também sentaram nos banquinhos da dita, a universidade!

Pensar em universidade sem violência é fatiar um bolo de um único sabor em mil pedaços e crer que um deles é totalmente diferente! Aí sim! Ingenuidade! Idéia equivocada que a sociedade sempre alimentou de que a universidade, embora realmente de difícil acesso aos jovens em função do baixo padrão econômico das famílias brasileiras, é um lugar diferente e melhor que o restante dos segmentos sociais. Homem, lôbo de si mesmo! Esse é o retrato social que se registra nas escolas e desbanca qualquer resquício de ingenuidade.

Trote é realidade, momento de praticar irrelevância, professar libertinagem e debochar de educadores! Dizer-lhes de seu fracasso, do teatro: "eu ensino moral e ética, vocês obedecem e viram adultos civilizados!"

Morte é conseqüência de delito e trote é violência global. Quem conceitua, e o que chegar a se limitar dentro de um conceito é só catarse intelectual, um mero ritual de "lavar as mãos rotas de sangue alheio", não interfere na questão em caso. Trote se proíbe, mas violência não se extingue num mero sancionar de leis. Se assim fosse, por que um país sem política carcerária? Seria medo de legislar em própria causa; por algemas nos "amigos"? Talvez violência se amenize, buscando a paz dentro de si, onde a luz do Criador talvez ainda brilhe. Trote, é até interessante proibir! Irá aumentar a reputação de nossas tão desacreditadas universidades!

Adriana Costa Almeida é estudante do 2o. ano de relações públicas da UFG.

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