Os promotores de shows são canalhas?

Pablo Kossa

Depois de passado mais de um mês, continuo indignado com o que antecedeu o show das seguintes bandas: a goiana Laia Vunje, o pop melódico do Pato Fu e os cada vez mais baba Titãs; boicotaram as carteirinhas de estudante.

Segundo os promotores, o preço do ingresso era R$ 30,00 e, por "camaradagem", resolveram que todos deveriam pagar meia, o que tira o direito do aluno ao uso do documento, pois, supostamente, a entrada já está pela metade.

O Clube Jaó, que sediava o evento, decidiu dar um bônus aos seus sócios. Os beneficiados pagaram a quantia de R$ 5,00 para assistir ao espetáculo. Esse fato prova que os estudantes e associados poderiam, perfeitamente, desembolsar R$ 7,50 e não mitigarem os lucros dos organizadores.

Além disso, é conveniente lembrar que, pouco tempo atrás (quando os Titãs eram roqueiros), R$ 15,00 era o preço normal de um show de rock, vide Charlie Brown Jr., O Rappa, Raimundos, Planet Hemp... E o interessante é que a carteirinha valia.

Procurei o Procon para tentar resolver o empecilho e a simpática balconista informou-me: "Eles estão certos, a entrada já está pela metade". A Defesa do Consumidor é, pelo menos, ingênua ao não perceber o esquema armado. Goiânia tem uma agenda de eventos pobre, que só pega restos dos acontecimentos de Brasília, e, com essa máfia, é impossível que nossa capital integre o roteiro das apresentações que rodam o país.

Precisamos nos unir, boicotar os eventos que não aceitam meia-entrada e fazer valer o nosso direito que está sendo desprezado pelos promotores de shows que aqui trabalham.

Pablo Kossa é estudante do 1o. ano de jornalismo da UFG.

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