Relações públicas, questão de talento!!!

Fabrício Magalhães Gonçalves

Se engana o sujeito alegre e espontâneo. Se enganam os vendedores engomados com suas pastas batendo de porta em porta. Está enganado o representante comercial que demonstra produto a varejistas. Estão enganados os auto-intitulados, as modelos dos stands de eventos, os cerimoniais, os brincoladores de eventos. Não, vocês não são relações públicas!

Esses profissionais participam, sim, do processo de relações públicas. Por ser bastante abrangente, a labuta envolve todos esses profissionais mas, como parte de sua estratégia de ação, "imaginem o engenheiro sem o mestre de obras".

As organizações possuem seus públicos e o relações públicas age efetivamente sobre eles. Para institucionalizar e consequentemente vender marcas, serviços e produtos. E para isso estabelece políticas de comunicação internas e externas, viabilizando uma melhor qualidade institucional. É uma ferramenta indispensável ao marketing. O grande jogo que movimenta e dinamiza o mundo.

Relações públicas, embora subjetivo, não pode ser feito por qualquer um, aliás, pode, mas você deixaria qualquer um lhe fazer uma ponte de safena? Então por que as organizações entrariam no grande jogo sem qualidade nas suas políticas de comunicação e institucionalização? Seria viável arriscar a vida empresarial com amadorismo?

Afinal de contas, são quatro anos de estudo abrangendo assuntos como antropologia, filosofia, psicologia, teoria da comunicação, comunicação comparada, realidade sócio-econômica e política e outros assuntos não menos importantes. E, além de todos esses conhecimentos, relações públicas é uma profissão de talento e a faculdade com certeza não é tudo. O curso é muito abrangente, muito técnico, o mercado não valoriza... mas, voltando à subjetividade e ao talento, imaginem se todos os atores tivessem que ser obrigados a passar por uma faculdade de artes cênicas?

Então, a faculdade é um dos principais, se não for o principal formador, desses profissionais. Parafraseando Duda Mendonça: "é na faculdade que se lapida os talentos".

Fabrício Magalhães Gonçalves é estudante do 3o. ano de relações públicas da UFG.

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