Zoo TV

Renata Helena Franches

Os célebres deuses do Rock n'Roll que me desculpem por tomar emprestado o nome de uma das turnês mais espetaculares na carreira do U2 para denominar o que tem acontecido na televisão brasileira.

Diariamente, estamos sendo bombardeados por um "besteirol animalesco". Puseram o microfone no zoológico.

Estou falando dos programas de auditório que têm surgido com nomes de animais, em que o comportamento dos apresentadores (explorando a miséria humana) leva-nos a confundi-los com seus codinomes.

É difícil fazer uma crítica sobre este tipo de coisa que nos é empurrada pela garganta porque é justamente quem a engole que a defende. O problema é que as pessoas não estão sabendo e nem tendo muitas opções para escolher.

Há quem diga que aqueles que criticam esse "humor" barato ou a "a-pelação" sexual nos canais abertos, são pessoas que têm acesso a uma TV a cabo e a programas de humor e erotismo de um nível melhor, como se isso fosse possível.

Mas a verdade é que todos estão sendo vítimas mais uma vez do imperialismo americano sobre os países subdesenvolvidos, já que os responsáveis pelos maiores picos de audiência na TV americana são programas de auditório nesse estilo, em que se compara um índice da bolsa de valores com as calças do presidente da república.

São tantos bichos na TV brasileira, que vão dos ratos aos leões, sem falar dos falcões.

Nada contra o "humor (terror) barato", desde que não ofenda os bichinhos e que se tenha um pingo de originalidade.

Renata Helena Franches é estudante do 2o. ano de jornalismo da UFG

Mande um e-mail para a direção do jornal.

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