Inconsciência coletiva

Paola Franco de Miranda

Ao completar dezesseis, no começo deste ano, resolvi tirar o meu título de eleitor para votar nas próximas eleições para presidente. Achei que o primeiro passo para fazer alguma coisa por meu país seria através do meu voto.

A nossa democracia é como uma criança que dá seus primeiros e tímidos passos. Os brasileiros ainda não têm a idéia de que os governantes que eles vão colocar no poder estão lá para servir o povo, defender seus interesses e não os deles próprios. Como diz minha mãe, "cada povo tem o governante que merece". Conclusão: os brasileiros não sabem votar.

Até mesmo aqui dentro da Universidade eu percebo que ainda há muita gente alienada. A maioria procura sempre estar do lado contra, nunca se contenta com nada e se detém a apedrejar o governo. "É fruto e plágio da diarréia juvenil dos anos 60", como afirmou Pablo Alcântara no "INTEGRAÇÃO" de abril.

Para mim, ser jovem e saber votar não é necessariamente reclamar e não fazer nada. Deixar tudo por conta do governo, esperando que ele faça tudo, é uma idéia um tanto utópica, isso não acontece nem mesmo nos países mais desenvolvidos.

O povo reclama, mas não se dá conta de que os governantes foram escolhidos por eles próprios. Por isso, cabe a nós, que somos privilegiados por sermos universitários, usarmos de maturidade e lucidez para escolher quem irá defender nossos interesses amanhã.

Paola Franco de Miranda é estudante do 2o. ano de jornalismo da UFG.

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