Um pouco de autocrítica não faz mal a ninguém
Eduardo Horácio Jr.
- Geralmente é comum ver estudantes e professores discutindo questões de comunicação na Facomb(Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia). Ótimo. Mas vamos discutir também a própria Facomb (ressalva: alguns já estão fazendo isso, como é o caso da discussão da política laboratorial e do currículo).
- Minhas críticas, confesso, podem até ser precipitadas e inadequadas. Para quem pensar assim, o jornal está aberto a outras opiniões. Só espero que todos entendam que as críticas aqui não são pessoais.
- Sendo agora mais direto, que tal pensarmos sobre algumas questões:
- Por que existe esse confronto camuflado entre os cursos de jornalismo e radialismo? Por que as causas não são expostas para resolvermos o problema?
- Por que alguns professores que não concordam com o curso de radialismo colocam a culpa da existência do curso em cima dos alunos?
- Será que todos nós estamos realmente ajudando a sociedade ou, com tais atitudes, vivendo às custas dela?
- Fazer dois ou três textos por mês nas aulas práticas nos prepara adequadamente?
- Que tal deixar de lado o "ou isso ou aquilo" e usar o "isso e aquilo" nas discussões?
- Você acha bom sair de uma universidade com a sensação de ter sido um mero coadjuvante de coisas que nunca aconteceram?
- Por que algumas pessoas acham que são donas da faculdade?
- Qual a função daquelas vidraças construídas na secretaria?
- Qual a opinião dos professores e dos alunos sobre o provão? Foi certo apenas os alunos do quarto ano de jornalismo terem discutido se fariam ou não o provão?
- Há quem ache que a questão da obrigatoriedade do diploma é de foro íntimo. Não seria melhor discutir o assunto do que ficar calado e, enquanto isso, as empresas continuarem contratando jornalistas sem diploma?
- Não é contraditório os professores serem contra a contratação de jornalistas sem diploma e dizerem que a Folha de S.Paulo (que defende a contratação de jornalistas não diplomados) é o melhor jornal do país?
- E a polêmica questão do estágio: o fato dele estar proibido faz com que ele não exista? Não seria melhor regulamentá-lo do que continuar desse jeito (muitos estudantes acabam estagiando clandestinamente e, aí sim, sendo explorados)?
- Por que alunos do primeiro ano não podem fazer estágio na Rádio Universitária? Não é melhor ir para lá, onde existe professor que orienta, do que ficar trabalhando clandestinamente e sem orientação?
- Enfim, há muitas questões que merecem ser discutidas. É hora de uma autocrítica por parte de todos. Afinal, até quando seremos vítimas dos outros?
- Espero, também, que a Facomb não seja como fazenda de latifundiário: se alguém quiser invadi-la para modernizá-la, ela responde a tapas.
Eduardo Horácio Jr. é estudante do 3o. ano de jornalismo da UFG.
- Mande um e-mail para Eduardo Horácio Jr. ou para a direção do jornal.
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